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Jogo Baleia Azul? O que é mesmo? Um ‘fake news’.

Jogo Baleia Azul? O que é mesmo? Um ‘fake news’.Vamos Jogar?


O jogo da ‘Baleia Azul‘, é um jogo que propõe 50 desafios aos jogadores, em sua maioria adolescentes, nasceu na Rússia como ‘fake news’, mas existe um efeito que sendo verdadeira ou não, a notícia gera um contágio, principalmente entre os jovens, afirmou  Tavares da Safernet ao G1. Um jogo falso, uma noticia falsa, que vai ganhando repercussão. Uma mentira que vai viralizando, chegando ao ponto de tornar-se verdade.

Todo Jovem e adolescente adora desafios. A alma e o espírito dos jovens, aspiram desafios e novidades. E com as novas tecnologias e as redes sociais, tudo viraliza e ninguém quer ficar de fora. O Facebook tornou-se uma rede que viraliza as informações. É justamente, neste ponto que esta moda vira algo perigoso.

O jogo da ‘Baleia Azul‘ é um jogo de desafios, propõe 50 desafios. E um deles, pasmem sugere o suicídio como última etapa. O jovem e adolescente fica envolvido, com musicas e orientações. Vai sendo induzido a jogar, a participar, a passar por cada desafio, a enfrentar cada dificuldade. Vai criando expectativa e entusiasmo. Vai se envolvendo letamente. Se sentindo seguro e confiante para ir além.

Alguém, com intenções desumanas, aproveitou a onda de mentiras de um jogo que não existia, deu vida e forma ao jogo de qualquer maneira. Criou regras e desafios. E hoje já existem várias versões do Jogo em diferentes países do Mundo.

Segundo o Site G1, há investigações policiais pelo menos três estados, sendo que em uma delas, em Mato Grosso, há uma morte envolvida. No Rio de Janeiro, uma tentativa de suicídio supostamente teria relação com o jogo. Na Paraíba, a polícia já apura a participação de alunos de uma escola em João Pessoa de um grupo no WhatsApp disseminando as regras do desafio.

Então vou propor a Baleia Azul do Bem, positiva, para a vida, para o amor, para a paz  !

Faça a sua vida valer a pena. Ame de verdade. Faça o bem. Siga as regras e os jogos para viver e sonhar.

  • Então vou propor o Jogo da Baleia Azul do Bem, para o amor, para os valores humanos e para a paz ! E ai vamos Jogar? E quais seriam os 50 desafios deste Jogo?

5 Sugestões de Atividades/Dinâmicas:

5 Sugestões de Atividades/Dinâmicas para se trabalhar o Bullying na Escola


Falar de Bullying virou moda na escola,  matéria de capa das revistas e documentário das emissoras de TV, agora vamos para a prática!

Escrevi um livro sobre Bullying que acho muito bom.

O Livro ” O Diário de Davi” é um livro para crianças e adolescente . O livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola, é um texto literário, escrito pelo professor Silvano Sulzart. Temáticas como: homofobia, ciberbullying, preconeito racial e outras questões aparecem na trama. Davi, em uma narrativa envolvente e singela, conta suas dores e dilemas que vive na escola. A história revelará como a amizade vence o medo, e a ternura e o perdão fazem brotar esperança, sonhos e novas relaçõesm no espaço escolar. Através da leitura deste livro, você será capaz de identificar se seus filhos ou alunos estão sendo vítimas de bullying, homofobia na escola e encontrará ainda pistas de como combater o bullying, dentro e fora do espaço escolar.

Para adquirir o livro:  Click Aqui !

 

Já li muita coisa sobre Bullying estes dias. Quero propor aqui algumas atividades  para serem  realizadas em sala de aula ou com a própria escola.

É importante que se explique para os alunos o que é Bullying, acredito que a essa altura do campeonato todo mundo já saiba, mas quanto mais informação melhor. O que fazer para que todos compreendam e vejam o Bullying com outros olhares? Como desenvolver atividades pedagógicas significativas dentro da sala de aula?  Outra questão que considero importante é que falar de Bullying, discutir questões ligadas a Violência no Ambiente Escolar  não deve ser um momento isolado, ou quando  a mídia começa a focar o assunto. Bullying e Violência na Escola devem ser um tema para ser discutido o tempo todo:   com a família, com os professores e principalmente com os alunos. As atividades abaixo proporcionam a reflexão do tema de forma lúdica e inteligente.

1 – Dramatização

Utilize o teatro em sala de aula. Divida os alunos em grupos e motive os grupos a criarem uma dramatização sobre Bullying e Violência Escolar. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versões, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto da dramatização.

2- Teatro de Fantoche

Utilizando os Bonecos de Fantoches, que podem ser confeccionados pela própria turma em uma aula de artes. Incentive a turma a através dos fantoches criarem histórias de BUllying. Direcione os trabalhos para que as turmas criem duas versão, uma positiva e outra negativa. A cada apresentação, convide a turma a discutir sobre a apresentação, analisando os personagens e o contexto  da apresentação.

3- Paródia

Paródia é uma imitação cômica de uma obra literária. Após falar sobre Bullying, discutir as causas, quem é a vitima, o agressor e outras questões teóricas importantes. Divida a turma em grupos, e incentive cada grupo escolher uma música e criarem uma parodia contra o Bullying. Para finalizar a atividade, poderá ser criado um concurso de paródias e coreografias contra o Bullying na própria turma ou na escola.

4- Júri Simulado

Explique a turma o que é um julgamento, como ocorre e quem compõe uma audiência de julgamento publico. Uma excelente atividade para discutir a Violência no Contexto Escolar e o Bullying. Segue a explicação da dinâmica Júri Simulado
Objetivos:
1- Estudar e debater um tema, levando todos os participantes do grupo se envolverem e tomar uma posição.
2- Exercitar a expressão e o raciocínio.
3- Desenvolver o senso crítico:
Participantes: (Funções)
Juiz: Dirige e coordena o andamento do júri.
Advogado de acusação: Formula as acusações contra o réu ou ré.
Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde às acusações formuladas
pelo advogado de acusação.

Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu ou ré, de acordo com o que tiver sido combinado, pondo em evidência as contradições e enfatizando os argumentos fundamentais.
Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a seguir vota: Culpado ou inocente, definindo a pena. A quantidade do corpo de jurados deve ser constituído por número impar:(3, 5 ou 7)
Público: Dividido em dois grupos da defesa e da acusação, ajudam seus advogados a prepararem os argumentos para acusação ou defesa. Durante o juri, acompanham em silêncio.

Passos:

1-Coordenador apresenta o assunto e a questão a ser trabalhada.

2- Orientação para os participantes.
3- Preparação para o júri.
4- Juiz abre a sessão.
5- Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta).
6- Advogado de defesa, defende o réu ou a ré.
7- Advogado de acusação toma a palavra e continua a acusação.
8- Intervenção de testemunhas, uma de acusação.
9- Advogado de defesa, retoma a defesa.
10- Intervenção da testemunha de defesa.
11- Jurados decidem a sentença, junto com o juiz.
12- O público, avalia o debate entre os advogados, destacando o que foi bom, o que faltou.
13- Leitura e justificativa da sentença pelo juiz.

5- Elaborando uma Reportagem

A pauta: o roteiro da reportagem

Pensar e elaborar uma boa pauta é o começo de qualquer boa reportagem jornalística. Ela é o guia, o roteiro, o briefing que vai orientar o repórter em seu trabalho. A pauta é a solicitação, por parte do pauteiro, do trabalho que ele deseja que o repórter execute.Costumo dizer aos meus alunos que quando o trabalho de apuração da informação é feito por apenas uma pessoa, e não há as figuras do pauteiro, do repórter, do editor etc., mas todo trabalho é feito por apenas uma pessoa, ao em vez de pauta, podemos falar em um roteiro pessoal para o trabalho de reportagem.

Ao contrário do que se pensa, deve haver um cuidado muito grande na hora de preparar a pauta ou o roteiro de reportagem. Além de pensar bem o que se quer dizer no texto e a maneira como se quer falar, é preciso criatividade e estar bem informado sobre o assunto que se quer escrever.Além disso, vale lembrar que a pauta ou o roteiro não devem ser uma camisa de força. Se, por um lado, o repórter deve segui-los com precisão, por outro, em alguns momentos, deve abandonar sua rigidez e apostar na sua sensibilidade, no seu ‘faro’. Enfim, na hora de elaborar a pauta ou o roteiro da reportagem:

  1. Deixe claro, no início da pauta, a retranca, ou seja, o assunto de que deverá tratar a reportagem.
  1. Pesquise sobre o assunto: anote dados que você acha relevantes e que já estão disponíveis em algum lugar. Hoje em dia, além dos jornais, a internet e sites de busca como o Google e o Yahoo são boas fontes para essa primeira etapa do trabalho;
  1. Em seguida, aponte os elementos a serem problematizados. Esclareça para o repórter – no caso de estar elaborando uma pauta – ou para você mesmo – em se tratando de um roteiro –, o que a matéria vai acrescentar às informações já disponíveis;
  1. A seguir, indique fontes a serem ouvidas, ou seja; as pessoas que podem ser entrevistadas sobre o assunto. Sugira as possíveis perguntas a serem feitas pelo repórter e, por fim, anote nomes e, na medida do possível, e-mails e telefones das fontes. Neste ponto, lembre-se que nem sempre apenas as autoridades são ouvidas. Sugira também entrevistas com pessoas do povo, e aí nem sempre você precisa citar nomes;
  1. Se você dispuser de equipamento fotográfico, não deixe de sugerir ou roteirizar fotos e imagens que devem, junto com o texto, ilustrar o trabalho;
  1. No final, indique o número de laudas que o repórter tem para escrever. Isso é importante, pois é uma forma de garantir que não vai faltar nem sobrar texto. Uma lauda, para quem ainda não tem familiaridade com a linguagem jornalística, corresponde a um conjunto de 1400 (mil e quatrocentos) caracteres contados os espaços. Uma matéria jornalística de um tamanho razoável tem, em média, duas laudas.

Com as dicas acima, a sua pauta ou roteiro estão prontos e o seu repórter ou você estará mais habilitado a fazer o trabalho de campo: a reportagem. Veja no exemplo de pauta a seguir como podem ficar os seis tópicos de que falamos acima e depois tente elaborar a sua pauta. Sucesso!

Fontes:

http://www.escoladominical.net/forum/viewtopic.php?f=2&t=888

http://www.jornaljovem.com.br/edicao4/editorial_dicas01.php

http://revistaescola.abril.com.br/

Material Didático Sobre Bullying: Observatório da Infancia

Tem um site que encontrei, que tem muitas informações sobre Bullying.O Observatório da Infância, a história do Observatório da Infância se confunde, se entrelaça e se relaciona intimamente com a história da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência), organização não governamental, idealizada pelo pediatra Lauro Monteiro e fundada no Rio de Janeiro em 1988.

No Site do Observatório você encontrará informações para o desenvolvimento de projetos pedagógicos e didáticos sobre bullying e violência no espaço escolar.

1. O que é bullying?
 
É uma situação que ocorre sobretudo, mas não apenas, nas escolas, caracterizada por atos agressivos, repetitivos e deliberados de alguns alunos contra um ou mais colegas.
2. Quando o senhor começou a se inteirar do tema bullying?
 
No ano 2000. Em 2001 e 2002 visitei instituições especializadas em Londres, em Paris e em Bordeaux. Trouxe muito material e muitas informações. Em 2002 e início de 2003, com o apoio da Petrobras e do IBOPE, conseguimos introduzir o assunto bullying em várias escolas do Rio. Uma extensa pesquisa foi feita e um livro publicado. Desde então temos divulgado o tema em escolas e na mídia.
3. Bullying é uma palavra da língua inglesa. Não é possível traduzir?
 
A palavra bullying é muito forte e concisa. Ainda não temos em português uma palavra capaz de resumir e englobar tão bem como a palavra bullying as diversas formas de agressividade. Quando iniciamos no Brasil o nosso trabalho com o bullying em 2001, achávamos que haveria problemas. Vemos hoje  que o termo bullying já está inserido no cotidiano de muitas escolas, da mídia, da sociedade em geral.
4. O bullying ocorre em que segmentos da sociedade?
 
As pesquisas efetuadas, inclusive no Brasil, mostram que o bullying ocorre em qualquer escola, independente de condições sociais e econômicas dos alunos.
5. Que tipo de atos agressivos são praticados?
 
As atitudes mais comuns são de ofensas verbais, humilhações, exclusão, discriminação, mas também podem envolver agressões físicas e sexuais. Apelidos ofensivos é a principal queixa dos alunos-alvo. Duas situações freqüentes nas pesquisas européias ainda são pouco citadas entre nós – a homofobia é uma e a outra é o “cobrar pedágio”, extorquindo dinheiro do lanche, por exemplo.
6. Quem participa do bullying nas escolas?
 
Os alunos-alvo (que sofrem o bullying), os alunos-autores (que praticam o bullying) e os alunos testemunhas silenciosas (que assistem aos atos de bullying, sem nada fazer).
7. O bullying é um fenômeno que só ocorre nas escolas?
 
Não. O bullying ocorre também, por exemplo no ambiente de trabalho (workplace bullying, ou assédio moral, como vem sendo chamado no Brasil). Esta situação é frequente e tem gerado pedidos milionários de indenizações em muitos países. Ocorre também através da internet, cada vez com mais freqüência (cyber bullying) ou através do telefone celular (mobile bullying). Já há no mundo inteiro muitos trabalhos  e pesquisas a respeito.
8. O bullying é um fenômeno moderno?
 
Não, mas apenas agora vem sendo reconhecido como causador de danos e merecedor de medidas especiais para sua prevenção e enfrentamento.
9. Que tipo de danos pode causar o bullying?
 
A vítima pode apresentar baixa auto-estima, dificuldade de relacionamento social e no desenvolvimento escolar, fobia escolar, tristeza, depressão, podendo chegar ao suicídio e a atos de violência extrema contra a escola. Já os autores podem se considerar realizados e reconhecidos pelos seus colegas pelos atos de violência e poderão levar para a vida adulta o comportamento agressivo e violento. As testemunhas silenciosas também sofrem, pela sua omissão e falta de coleguismo. Muitos sentem-se culpados por toda a vida.
10. Como suspeitar que uma criança está sofrendo bullying na escola?
 
Rejeitar a escola, pedir para mudar de sala de aula, queda no rendimento escolar, passar a apresentar sinais de somatizações (diarréia, vômitos, dores abdominais, asma, insônia e pesadelos), e problemas emocionais (como tristeza, depressão) ou sociais (como isolamento e não participação em atividades de grupo). Os pais devem estar sempre atentos para a possibilidade do seu filho estar sofrendo bullying. Acompanhar a socialização  da criança é tão, ou mais, importante quanto tomar conhecimento do seu aproveitamento escolar. Uma boa dica é convidar para irem à sua casa os colegas da escola.
11. O que fazer para combater o bullying?
 
O primeiro passo é o reconhecimento pela sociedade, pelos pais e sobretudo pelas escolas de que o bullying existe, é danoso e não pode ser admitido. À escola cabe a responsabilidade maior de envolver todos seus membros na não aceitação do bullying privilegiando a prevenção. Diante de casos ocorrido, à escola compete reunir todos os participantes e as famílias. Os pais e os alunos têm que obrigatoriamente participar.
12. E então o que os pais devem fazer?
 
Incentivar o filho a falar, ir à escola e buscar uma solução que envolva toda a comunidade escolar. É lógico que isso só será possível se a escola tiver como lema a não aceitação do bullying. É bom lembrar que o bullying ocorre em todas as escolas. Diz-se que a escola que afirma que lá não ocorre o bullying é provavelmente aquela onde há mais situações de bullying, porque nada fazem para prevenir e reprimir.
13. O bullying está sendo enfrentado amplamente no Brasil?
 
Não. Muito timidamente. A discussão do assunto mesmo em outros países é relativamente nova – pouco mais de 15 ou 20 anos. No Brasil ainda estamos começando a enfrentar o problema.
14. Os atos de violência praticados por adolescentes têm alguma relação com o bullying?
 
Não diretamente. Contudo o comportamento agressivo de adolescentes tem sua origem na infância. Modelos agressivos de solução de conflitos ou problemas, são muitas vezes passados aos filhos pelos próprios pais. Valores como direitos iguais, cidadania, respeito ao próximo, frequentemente não são observados dentro da família. Adolescentes que sofreram violência na família, ou presenciaram atos de violência entre os pais, podem ter condutas agressivas na escola e na vida adulta.
15. Ao escolher uma escola para seus filhos os pais devem considerar a questão do bullying?
Sim. Uma escola que não conhece o assunto, que não desenvolve programas a partir do princípio “Nesta escola não se aceita o bullying”, ou que afirma que o bullying lá nunca ocorreu, certamente não é uma boa escola. Evite-a.

 

O Diário de Davi Satil: uma Vítima de Bullying

Não sei o que acontece, as vezes me acho diferente dos meus colegas,  queria sumir,  me esconder dentro de um baú, e de lá não sair tão cedo, sinto uma dor, e doi mais quando penso, que amanhã terei que voltar lá outra vez e encontrarei aqueles meninos. As vezes eu me sinto tão só, mesmo tendo muita gente por perto de mim. Fico com medo de chegar na escola, pegar o transporte e ter que ouvir aquelas palavras.Tudo isso é tão doloroso, que parece que estão espremendo o meu coração…fico sem letras e palavras para escrever.

Minha mãe, diz que eu tenho que falar tudo para ela, mas para quê falar? Preciso de ajuda querido diário. Ela não tem tempo para mim. Como um menino de 13 anos, fica assim? Tristonho, moribundo e com medo.Se eu fosse forte e alto, quem sabe as coisas seriam diferentes. Sou meio gordinho e o médico diz que tenho que fazer regime. Regime é uma lista enorme de coisas que te proibem de comer. Eu não como muito, só gosto de chocolate, torna de maçã, refrigerante, e minha sobremesa preferida é pudim.Na lista do regime, sou proibido de comer tudo isso.

Na semana passada, o Pedro e o Daniel tomaram meu lanche.Fiquei com tanta raiva, que se eu pudesse fazia eles sumirem no mapa. Mas tem também as gêmeas lá da sala, que ficam me chamando de Baleia Orca, eu até fui no Google ver como era essa tal Orca, e não acho que pareço muito com elas não.As Orcas são chamadas de baleias assassinas e chegam a pesar nove toneladas. Eu só peso 78 quilos, é pouco considerado o peso das Orcas.

Já pedir para a minha mãe, me tirar desta escola, mas fico com medo de na outra escola,  tudo se repetir,  e tem uma outra coisa, gosto muito da professora e no recreio, pois  vou sempre para a sala de leitura e fico lá, pelo menos ninguém fica me perturbando.Queria ser diferente do que sou, quem sabe assim eles me aceitariam. O João é o único que não me provoca, ele é meu melhor amigo. Ser diferente é errado? O que faço para que eles parem de me perseguir? A professora as vezes ver tudo o que acontece, reclama e fala com todo mundo, mas no outro dia começa tudo de novo.Não posso ficar chorando assim.

Já inventei que estava me sentido mal para não ir à escola, sei que isso é errado, mas o que faço?  Fico desanimado, e vejo que se a situação agravar, não irei ser  mas advogado, pois tirei uma nota ruim em matemática, pois estava chateado. Os meninos logo na chegada me perguntaram  sobre o lanche de  hoje.Qual seria o cardápio? Um dia eles me pagam, quando eu for advogado, eles vão ver.

Já olhei tudo, para ser advogado eu tenho que fazer uma prova  chamada de vestibular. Caso eu passe vou ingressar na Faculdade de Direito. Vamos ver se com as leis eles vão brincar. Já até sonhei com tudo isso.Pensar que eles vão ser punidos me alegra.

Mas sabe de uma coisa? Amanhã irei entregar esta folha do diário a professora e pedir para ela só ler quando chegar em casa.Ela pode me ajudar a ser advogado, e prender logo todo mundo que me faz, me sentir tão diferente e triste assim.Sei que vai doer, mas não se preocupe, a folha vai e volta, desta forma continuaremos amigos.

Ps: Prezada professora, favor após a leitura me devolver a página do diário, ele vai agradecer.

Ps 2: Não conte para ninguém o que esta escrito aqui. São minhas histórias. Posso confiar em você? 

Ps 3: Você me acha parecido com uma Orca? Tem mais coisas, muito mais, mas o meu diário ficaria triste se as outras páginas tiverem que sair dele.

Silvano Sulzart