Categoria Mestrado

Projeto de Pesquisa Aprovado:

Projeto de Pesquisa Aprovado: no Mestrado da UNEB

Este foi o meu Projeto de Pesquisa que passei na segunda fase do Mestrado em Educação na UNEB em 2009. Devido a estrutura do Blog, a formatação saiu das regras da ABNT. Pode utilizar da forma que desejar.

Leia também esta postagens que elaborei:  Orientações para Ingressar no Mestrado .

Em 2012 fui aprovado no Mestrado em Educação como aluno regular e a minha pesquisa, resultou neste livro.

TITULO:

SABERES RECONTEXTUALIZADOS E RESSIGNIFICADOS NA AUTO-FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DOCENTE: A BUSCA PELA QUALIFICAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE

O Livro Docência nas águas: Diversidade Cultural, Maritimidade e Travessias na Ilha de Itaparica. O Livro é uma obra, que discute como ocorre a docência em meio a maritimidade e a diversidade cultural que circunda a Ilha de Itaparica. O livro apresenta também um breve recorte histórico da Ilha de Itaparica, do Município de Vera Cruz, e da trajetória do autor como “docente das águas”, termo que o mesmo utiliza ao referir-se ao desenvolvimento da docência no contexto da Maritimidade. Inspirado pelo romance Mar Morto de Jorge Amado, nas histórias de Guma, Lívia e da professora Dulce, personagens de Jorge Amado, o autor apresenta a cultura das águas de forma singular e poética através das narrativas de oito docentes que colaboraram na pesquisa.

 

 

O mar, a ilha, a docência e a escola vão se implicando e produzindo um cenário único e diverso, onde o fazer a educação se produz e traduz na ilha e no mar. A escola da ilha, desvela este lugar da maritimidade, das práticas sociais, culturais e simbólicas produzidas pelos sujeitos na relação com o mar. Assim, o mar flui no ensino, nas brincadeiras, no dia-a-dia dos alunos e alunas.
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1. JUSTIFICATIVA

A formação continuada dos profissionais da educação é o mecanismo primordial no qual, são desencadeadas mudanças significativas na práxis educativa. Através dela, muitos docentes podem não apenas discutir temas e solucionar problemáticas, que implicam diretamente em sua atuação/formação, mas ressignificar suas concepções sobre a educação como um todo. Analisar e pesquisar sobre esta temática possibilita uma reflexão sobre quais saberes estão sendo incorporados pelos docentes através dos diversos cursos de formação, e como eles têm interferido na formação dos educadores.

Verifica-se que durante os últimos anos, muitos profissionais docentes têm optado pela qualificação e formação profissional, na tentativa de acompanhar o que prevê a Lei de Diretrizes e Basesda Educação, número 9394/96, sobre a formação profissional. Assegurado pela lei, os educadores têm caminhado na busca pela própria formação, fazendo cursos de pós-graduação, participando de palestras e entre outros. Mas, de que forma isto resulta em mudança?

No entanto, a formação continuada profissional não se faz antes da mudança de postura do docente, pois cada educador deve ser responsável por sua ação educativa, e esta mudança ocorre aos poucos, justamente durante o processo de reflexão dos saberes que vão sendo recontextualizados: o profissional da educação deve estar preparado para admitir que não domina todas as informações e saberes, que necessita de informação, de orientação, de aprender a aprender.

Esta postura, por si só, já é suficientemente instigadora e desafiadora para alavancar uma formação continuada que possibilite de fato, uma reflexão da prática com efeitos direto no exercício da ação docente. Compreende-se que tais mudanças não ocorrem somente pela incorporação de novos paradigmas de comportamentos da sociedade, mas é necessário, sobretudo, investigar suas motivações.

2. PROBLEMATIZAÇÃO

A formação continuada realizada de forma individualizada pelos profissionais, que buscam a auto-formação, fazendo cursos, oficinas, palestras dentre outras possibilidades, tem contribuído para aquisição de suporte teórico e prático para o desenvolvimento de habilidades e competências da profissão docente, proporcionando a ressignificação e a recontextualização das práticas e dos saberes destes profissionais para atuação como docentes na contemporaneidade?

3. OBJETIVO GERAL

Pesquisar e refletir sobre as múltiplas linguagens que constituem o universo da auto-formação continuada dos profissionais da educação, possibilitando conhecimentos teóricos e práticos dos principais cursos feitos pelos profissionais docentes, analisando os discursos que permeiam a construção da identidade do profissional.

3.1 Objetivos Específicos:
• Pesquisar sobre a relação teoria e prática voltadas para o fazer pedagógico na formação continuada de professores.
• Pesquisar e analisar a co-relação entre a auto-formação continuada e o discursos dos profissionais em relação à estas formações, buscando identificar os saberes ressignificados e resontextualizados.
• Entrevistar os profissionais da educação, analisando a importância dos cursos de formação continuada através dos discursos valorizando a historicidade profissional.

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Compreende-se a formação continuada do profissional docente, como o processo de formar em serviços os educadores, é o espaço de reflexão simultânea entre o que estou fazendo e como posso fazer esta mesma ação de uma forma melhor. A formação continuada é um ambiente onde os saberes e práticas vão sendo ressiginificados, reconstextualizados, e constituir-se um espaço de produção de novos conhecimentos, de troca de diferentes saberes, de repensar e refazer a prática do professor, da construção de novas competências docente.

A formação do professor precisa ser redimencionada, ou a escola corre o risco de entrar em um processo de esvaziamento de sua função social. O professor que antes não sentia necessidade de refletir sobre si mesmo – sobre seu saber, seu fazer e seu saber-fazer – agora precisa não só dessa reflexão, mas dessa reflexão no espaço coletivo. O professor que sai da sua formação inicial “pronto” para exercer sua função agora precisa cada vez mais do conhecimento. (LIMA, 2008, p 137)

VEIGA (2008) preconiza a necessidade da formação do educador, e salienta que é preciso compreender o papel da docência, propiciando uma profundidade cientifico – pedagógica que capacite o educador a enfrentar questões fundamentais da escola como instituição social, uma prática social que deve ser baseada na reflexão e crítica, que torna-se o centro de uma formação continuada que resultara em um aprendizagem significativa.

Outra característica básica da docência está ligada à inovação quando rompe com a forma conservadora de ensinar, aprender, pesquisar e avaliar, reconfigura saberes procurando superar as dicotomias entre conhecimento cientifico e senso comum, ciência e cultura, educação e trabalho, teoria e prática e etc. ( VEIGA, 2008, p 14)

Para NÓVOA (1997)

a formação de professores não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou de técnicas) mas, sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas de re(construção) permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir na pessoa e dar um estatuto ao saber da experiência” (NÓVOA 1997 p. 25)

PIMENTA (2005) afirma que o saber docente não é formado apenas da prática, sendo também nutrido pelas teorias da educação, pois dota os sujeitos de variados pontos de vista para uma ação contextualizada, e recontextualizada oferecendo perspectivas de análise para que os professores compreendam os diversos contextos vivenciados por eles no exercício da profissão.

O desejo de ser um profissional cada vez, mas competente, e a própria dinâmica do mercado de trabalho, levou o educador a buscar a sua própria formação. A auto-formação é um passo importante para qualquer profissional, onde o próprio docente busca sua qualificação, remete-se a aprender e a estudar para poder exercer melhor a pratica educativa. Nesta fase ocorre o período de transição entre o modelo aprendido e as receitas mais pragmáticas que envolvem o ambiente profissional:

O profissional mede a distância entre o que imaginava e o que está vivenciando, sem saber ainda que este desvio é normal, não tem relação com sua incompetência, nem com sua fragilidade pessoal, mas que está ligada à diferença que há entre a prática autônoma e tudo o que já conhecia. (PERRENOUD, 2002, p.18-19)

PERRENOUD (2002) salienta que para formar um profissional reflexivo é preciso acima de tudo formar um profissional capaz de dominar sua própria evolução, construindo competências e saberes mais ou menos profundos a partir de suas aquisições e de suas experiências. Nesta perspectiva de proporcionar o desenvolvimento de competências reflexivas, de ressignificação dos discursos e dos sabres, a auto- formação continuada apresenta-se como sendo uma condição imprescindível para o desenvolvimento da retextualização dos saberes adquiridos durante a formação inicial, mas também representa-se como um espaço de construção e reconstrução de novos conhecimentos e práticas pedagógicas, implicando em alterações na organização , nos conteúdos, nas estratégias, recursos, refletindo-se positivamente nas relações sociais estabelecidas entre equipes pedagógicas, docentes e alunos.

Os saberes profissionais são, pois, saberes da ação. Essa hipótese reforça a idéia de que os saberes profissionais são trabalhados e reconfigurados no contexto do próprio trabalho. Ou seja, é sobre as situações dilemáticas ou de conflitos que se remodelam os saberes com vistas ás respostas impostas no cotidiano.( D´ÁVILA, SONNEVILLE , 2008, p 23).

O docente em busca de uma formação e de novos saberes para a sua profissão, busca conhecer novas teorias, e este processo faz parte da construção profissional, mas não bastam, se estas não possibilitam ao professor relacioná-las com seu conhecimento prático construído no seu dia-a-dia, e possibilite uma reflexão da prática educativa (NÓVOA, 2002; PERRENOUD, 2000). Não faz mais sentido o profissional pensar que, ao terminar sua formação escolar, estará acabado e pronto para atuar na sua profissão. No processo de formação vivenciamos e trocamos experiências que vão colaborar para a nossa mediação na educação, como enfatiza FREIRE
Não posso entender os homens e as mulheres, a não ser mais do que simplesmente vivendo, histórico, cultural e socialmente existindo como seres fazedores dos seu caminho que, ao fazê-lo, se expõem ou se entregam aos ´caminhos` que estão fazendo e que assim os refazem também”. (FREIRE, 1999, p. 97)

O momento histórico e social, como são entendidos os conceitos de escola e de ensinar e aprender, dita as concepções dos professores e devem ser considerados para entendermos a Formação Continuada. TARDIF (2002) defende que o saber não se reduz, exclusiva ou principalmente, a processos mentais, cujo suporte é a atividade cognitiva dos indivíduos, mas é também um saber social que se manifesta nas relações complexas entre professores e alunos. Há que “situar o saber do professor na interface entre o individual e o social, entre o ator e o sistema, a fim de captar a sua natureza social e individual como um todo” (TARDIF, 2002, p.16).

5. METODOLOGIA

O projeto será desenvolvido na Ilha de Itaparica, especificamente com docentes da Rede Municipal de Educação de Vera Cruz-BA, em 5 escolas do ensino fundamental, com 20 professores. Para esta pesquisa optou-se por realizar um estudo de caso qualitativo, que consistirá no levantamento de informações e estudo a respeito da auto-formação continuada dos profissionais da educação na Rede Municipal de Vera Cruz.

Serão observados aspectos referentes aos cursos de formação e os discursos e os saberes contextualizados nestes cursos, tomando como base a importância e necessidade destas formações. As fontes de coletas de dados utilizadas serão: entrevista; questionário fechados; visitação; história de vida; notas de campo; pesquisa bibliográfica.

Por pesquisa bibliográfica entende-se um apanhado geral sobre os principais trabalhos realizados, capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados ao tema. Nesta pesquisa serão consultados autores com reconhecida contribuição no que se refere à temática da pesquisa, tais como COSTA, FREIRE, NÓVOA, PERRENOUD, PIMENTA, DEMO dentre outros.

Para a coleta de dados serão utilizadas as técnicas de entrevista, visitação e observação. A entrevista e a visitação, utilizadas como técnicas para coleta de dados, ao mesmo tempo em que valorizam a presença do investigador, também dão espaço para que o sujeito investigado tenha liberdade de participar e enriquecer a investigação.

Após a coleta dos dados, os mesmos serão classificados de forma sistemática através de seleção (exame minucioso dos dados), codificação (técnica operacional de categorização) e tabulação (disposição dos dados de forma a verificar as inter-relações). Esta classificação possibilita maior clareza e organização na última etapa desta pesquisa, que é a elaboração do texto da dissertação.

7. REFERÊNCIAS

Alves, N. (org.) Formação de professores: pensar e fazer. São Paulo: Cortez, 1992.

COSTA, Marisa C. Vorraber. Trabalho docente e profissionalismo. Porto Alegre: Sulina, 1995.
BERGER, P. L. e LÜCKMANN, T. A construção social da realidade – Tratado de sociologia do conhecimento. 12. ed. Petrópolis, RJ:Vozes, 1995.
BERMAN, M. Tudo que é Sólido Desmancha no Ar. A Aventura da Modernidade. 15 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

BEHRENS, Marilda Aparecida. Formação Continuada dos Professores e a prática pedagógica. Curitiba: Champagnat, 1996.

BRANDÃO, Carlos R (org.). O educador: vida e morte. Escritos sobre uma espécie em perigo. Rio de Janeiro, Edições Graal, 5ª Edição, 1984.

D’Ávila, Cristina ; VEIGA, Ilma Passos . Profissão docente: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas: Papirus, 2008.

DEMO, Pedro. Desafios modernos para a educação. Brasília: IPEA, 1991.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 12 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

GALEANO, Eduardo.(Trad. Sergio Faraco). De pernas pro ar. A escola do mundo ao avesso. Porto Alegre: L&PM, 1999.

MORAIS, Regis (org.). Sala de Aula: Que espaço é esse? Campinas, SP: Papirus, 1986.

NÓVOA, A. (coord.). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.

__________________. . (Org.). Vidas de professores. Porto: Editora Porto.2002.

PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação: perspectivas sociológicas. Lisboa, Dom Quixote, 1993.

__________________. (1997) (Trad. Bruno C. Magne). Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas Sul LTDA, 1999.

__________________. (2002) (Patrícia C. Ramos). 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas Sul LTDA, 2000.

PIMENTA, Selma Garrido. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1999.

MORAIS, Regis (org.). Sala de Aula: Que espaço é esse? Campinas, SP: Papirus, 1986.

SILVA, Tomáz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2. ed. 7ª imp. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2004.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude; LAHAYE, Louise. Os professores face ao saber – esboço de uma problemática do saber docente. Teoria & Educação, Porto Alegre, n. 4, 1991.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Formação de Professores: Políticas e Debates. São Paulo: Papirus, 2002.

Orientações para ingressar no mestrado: provas, projetos e entrevistas

Em 2012 fui aprovado no Mestrado em Educação como aluno regular e a minha pesquisa, resultou neste livro.

TITULO:

SABERES RECONTEXTUALIZADOS E RESSIGNIFICADOS NA AUTO-FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DOCENTE: A BUSCA PELA QUALIFICAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE

O Livro Docência nas águas: Diversidade Cultural, Maritimidade e Travessias na Ilha de Itaparica. O Livro é uma obra, que discute como ocorre a docência em meio a maritimidade e a diversidade cultural que circunda a Ilha de Itaparica. O livro apresenta também um breve recorte histórico da Ilha de Itaparica, do Município de Vera Cruz, e da trajetória do autor como “docente das águas”, termo que o mesmo utiliza ao referir-se ao desenvolvimento da docência no contexto da Maritimidade. Inspirado pelo romance Mar Morto de Jorge Amado, nas histórias de Guma, Lívia e da professora Dulce, personagens de Jorge Amado, o autor apresenta a cultura das águas de forma singular e poética através das narrativas de oito docentes que colaboraram na pesquisa.

 

 

O mar, a ilha, a docência e a escola vão se implicando e produzindo um cenário único e diverso, onde o fazer a educação se produz e traduz na ilha e no mar. A escola da ilha, desvela este lugar da maritimidade, das práticas sociais, culturais e simbólicas produzidas pelos sujeitos na relação com o mar. Assim, o mar flui no ensino, nas brincadeiras, no dia-a-dia dos alunos e alunas.
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Primeiro Passo – Escola uma tema para pesquisar, que seja correlacionado com a sua formação acadêmica. Escolha um tema que goste e que tenha muitas “leituras”. Você precisa saber o que irá pesquisar.

Segundo Passo: Amplie suas possibilidades participando de encontros acadêmicos e publicando artigos e resumos nos anais dos congressos ( apresente trabalhos) isso vale ponto nas seleções e demonstra que você é uma pessoa que tem uma vida acadêmica de leitura e pesquisa. Não é um “novato” ou alguém que não sabe o que quer.

Terceiro Passo: Verifique se no Mestrado que você quer se inscrever, algum professor orienta o seu tema. O que isso que dizer? Busque o currículo Lattes dos professores do Mestrado e veja quem orienta a sua temática neste mestrado. Na Plataforma Lattes, coloque o nome do professor e aparecerá o currículo dele, o que ele esta orientando e pesquisando. Muitas pessoas tem um ótimo projeto, se escrevem nos mestrados, mas nenhum professor orienta o tema que elas desejam pesquisar. Cuidado com isso! Cuidado também com o Mestrado. É importante ter o título, porém muitas pessoas ficam tentando mestrados que não tem nenhuma ligação com sua formação inicial.Veja também se o Mestrado é Profissional ou Acadêmico.

Quarto Passo: Se escreva como aluno especial deste Mestrado. O aluno Especial não tem vinculo com o mestrado, faz apenas uma ou duas disciplina, isso é importante pois você terá acesso aos professores e será conhecido por eles.Além disso você começará a se familiarizar com o ambiente, de ser aluno de um mestrado. E já fui aluno especial do mestrado e isso, é uma experiência muito boa, contribuiu muito para a construção do meu projeto e para ampliar minhas referências bibliográficas. Dica importante: Passe na Faculdade que você deseja fazer o mestrado e veja o material das disciplinas ( ementas, indicação de livros, textos e outras orientações).

Quinto Passo: Depois destes passos, veja a elaboração do seu projeto de pesquisa, leia o edital, e elabore o seu projeto seguindo os passos do edital. Geralmente eles pedem um projeto com no Máximo 10/15 laudas. Verifique se o mestrado ou faculdade que você deseja fazer o mestrado possui alguma revista. geralmente todos os professores do mestrado publicam seus textos nestas revistas. Faça leitura das mesmas e citações dos professores segundo a sua temática no seu projeto.Isso revela que você conhece o professor, sabe de suas publicações e também conhece o tema que deseja pesquisar.

Sexto Passo: Prepare-se para a prova escrita. Visite o site das Faculdades/Universidades que você pretende concorrer a uma vaga de mestrado e leia os editais anteriores. Verifique se a faculdade que você deseja fazer o mestrado possui alguma revista. Geralmente todos os professores do mestrado publicam seus textos nestas revistas e elas são utilizadas como referências para a prova escrita. A maioria dos mestrados indicam algumas referências, faça uma leitura destas referências e se prepare para responder duas ou três questões baseadas em fraguimentos destas referências. Você terá que escrever/responder estas questões em umas 4/5 laudas.Fazer citações dos pesquisadores e fundamentar tudo que escrever na prova.

Sétimo Passo:  Estude uma língua estrangeira. Em alguns mestrados, você tem a possibilidade de fazer a prova depois que já esta “dentro”. A prova de língua estrangeira não é eliminatória.Leia o edital do programa que você deseja se inscrever para ver esta questão.

Oitavo Passo: A entrevista. Nunca diga questões como: Não tenho tempo, tenho filhos e marido, meu emprego não irá me liberar. Todos os mestrados querem alunos com  dedicação integralmente, então, prepare-se para responder algumas questões sobre o seu projeto e sobre sua disponibilidade e porque deseja fazer o mestrado. Uma boa resposta é sempre dizer que tem disponibilidade total e que quer fazer mestrado para continuar na carreira acadêmica e na vida de pesquisador. Lembre-se que os programas de mestrados estão procurando “pesquisadores”, “colaboradores” e os orientadores procuram orientar pessoas decididas, comprometidas com o mundo acadêmico, que possam fortalecer o nome da faculdade com sua pesquisa e claro: ser seu seguidor.
—- Texto de 2011 —

Já fiz 9 seleções para mestrado em 3 faculdades diferentes, nos últimos 3 anos. Sempre passo em todas as etapas, até parece brincadeira, mas não sou mestre. A maioria dos mestrados tem um processo seletivo muito “complicado”, então procure entrar em contato com o seu futuro orientador falar do seu projeto, solicitar ajuda/referências.

Tente todos os anos, faça o processo seletivo, participe da vida acadêmica do mestrado, visite o site. É isso que tenho feito desde que decidir fazer o mestrado.  Em 2012 tentarei  4 mestrado diferentes. Fico me divertindo com as seleções e como as mesmas funcionam, faço as provas e passo. Depois vejo que as pessoas que são aprovadas fazem parte dos grupos de pesquisas dos professores, são professores da própria universidade ou funcionários. Mas não desisto, pois neste mundo de pesquisas e leituras deve existir um lugar para mim e para você.

Estas são as minhas experiências nesta jornada de pré-mestre. Caso tenha sucesso com minhas experiências, narre sua história para mim. Pesquiso sobre histórias de vida e formação docente, já escrevi dois artigos que foram publicados com este tema e já participei de muitos eventos acadêmicos publicando pôsteres, artigos e comunicações dentro desta temática.

Texto 2012 – Aprovado na UNEB – BAHIA

Aprovado no Mestrado em Educação da UNEB. Depois de uma caminhada que iniciou-se em 2008, na minha primeira tentativa na UFBA. Fazer Mestrado, ser pesquisador era, e é o meu objetivo profissional. Abdiquei de muitas coisas ( Sai da Secretaria de Educação de Vera Cruz, do cargo de Diretor de Ensino) para me dedicar a leituras e para pensar no meu projeto de pesquisa.Tentei novamente em 2019 e 2010 ( UFBA e UNEB), e sempre passava nas primeiras fazes, mas não era aprovado no final. Ouvir criticas e palavras de desmotivação, porém em 2011 tentei ( UEFS- UFBA e UNEB) fui desclassificado na língua estrangeira na UEFS e perdi na Entrevista na UNEB. Parecia que o mundo acabaria para mim, após estes resultados.Tudo parecia tão difícil, porém sou resiliênte, não iria desistir, e estava disposto a estudar e me dedicar para passar no mestrado, e iria mais longe, escrever e estudar mais ainda, e em 2012 fiz uma caminhada longa, árdua e determinada.

Viajei para 3 estados Brasileiras para participar de Eventos Acadêmicos ( São Paulo- UNICAMP, Rio Grande do Sul-PUCRS, Sergipe-UFA), somente na Bahia, apresentei trabalhos em 3 Faculdades Estaduais (UNEB-Salvador, UESC – Ilhéus, UESB – Vitória da Conquista e Jequié). Na UFRB em Cruz das Almas, Cachoeira e Amargosa. Também publiquei somente este ano 4 artigos ( dois em revistas impressas e dois em Revistas Virtuais, uma das Revistas é da UFRB). Tudo isso atuando como coordenador da Escola Maria Geralda da Conceição em Vera Cruz, Professora da Escola Mario Lisboa em Itaparica, professor da pafor-UNEB – Castro Alves, da Faculdade Maria Milza em Cruz das Almas e fazendo outras coisas.

E finalmente em dezembro deste ano, digo 2012, depois de mais um processo de seleção fui aprovado para o Mestrado em Educação da Universidade Estadual da Bahia. Agradeço a Deus pela força e pelo aprendizado, a todos os meus amigos que acompanharam esta minha caminhada, o meu eterno muito obrigado.Na defesa da tese quero todos lá!!!

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