Categoria Informativo

Inscrições para o Enem 2017

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 começaram nesta segunda (8). O sistema seria liberado às 10h, segundo previsão do MEC, mas a abertura foi adiantada e os candidatos já começaram a ter acesso por volta das 8h30.

Será possível fazer a inscrição durante duas semanas. O prazo vai até as 23h59 de sexta (19). A taxa subiu para R$ 82 e o boleto precisa ser pago até 24 de maio.

Para fazer a inscrição, você precisar saber: 

qual o endereço de acessoquais os documentos necessárioscomo definir sua senhacomo pedir atendimento especializadocomo e quem pode solicitar a isenção

O processo de inscrição está distribuído em seis seções no site do Enem: “Dados pessoais”, “Recursos”, “Prova”, “Ensino Médio”, “Escola” e “Questionário”.

As inscrições ocorrem somente no site

www.enem.inep.gov.br/participante.

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira:

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira

De que literatura infantil estão falando no dia Nacional do Livro de Literatura Infantil? Já sei! Estão falando de uma Literatura Infantil sexista, que apresenta e representa as diferenças de gêneros, mulher e homem tem lugar definido e espaços demarcados politicamente e socialmente, os grupos étnicos brasileiros, são representados como escravos, invasores e selvagens. Já as classes sociais, são colocadas como categorias distintas, ricos são donos de carros e lanchas e os podres, não são donos de nada.É isso?

Vejo na Literatura Infantil, que o homem branco tem destaque, veste-se bem, é representado com poder político, social e econômico. Aparece nas ilustrações como personagem principal, quase sempre e na maioria das vezes é o heroi. Até na dita História do Brasil é assim.

Falam de um livro de Literatura Infantil que não representa o povo negro, indígena, ribeirinhos e das comunidades periféricas das cidades.

Muito bom e lindo isso né. Estão falando de um livro de Literatura Infantil que apresenta a família típica constituída de um pai e uma mãe e, usualmente, dois filhos, um menino e uma menina. As famílias tradicionais. Para eles, os bons escritores, heteronormativos, só existem as famílias tradicionais. Onde estão as famílias formadas por qualquer um dos pais. Aquelas que só tem a mãe e os filhos e/ou o pai e os filhos. E as famílias sem pais, formada apenas por irmãos, não existem? Não as vejo nos livros didáticos nem na Lietarura Infantil, ou aparecem raramente.

E por onde andam os livros de Literatura Infantil que de fato nos representará? Que fale do povo negro, como povo forte e guerreiro, povo rico em cultura e tradições, com uma religião linda. Que o negro seja protagonista, heroi, personagem principal. Destaque na capa do livro e nas ilustrações. Estão onde? Invisibilizados. Escritos com uma tiragem minima de 100 livros, para meia dúzias de pessoas lerem. Estão na resistencia literária, sobrevivendo a sutileza da indiferença.

Ei! Você viu algum livro que traga a mulher, mãe, avó, menina, mulher transsexual, não só a mulher branca, mas todas as mulheres, como protagonistas, como mulher forte, em destaque, com coragem e força. Ali, bem na capa.A mulher negra gorda, a mulher indigena, a mulher trabalhadora, como heroina da história? Mulher arquiteta, enegenheira, empoderada, mulher rainha, astronalta, dona de um pequeno/grande mundo? Se viu … parabéns …que foi publicado …maravilha …

E por onde andam, a população LGBT nos livros de literatura infantil? E existe ?? Existe livros de Literatura Infantil com famílias homoafetivas? Há! Lembre! Estão invisibilizadas. Essa população não existe não é? A heteronormatividade, “fabrica” modos e representações sutis do mundo. E de forma sutil, a cultura hegemônica vai invisibilizando as diferenças.

Precisamos de um dia da Literatura Infantil, que seja diverso, que agregue e valorize a nossa diversidade cultural, étnica e de gênero. Livros com personagens trans, LGBTs, negros em destaque. Com personagens negros como príncipes e pincesas, com personagens transexuais (homems e mulhers) como Reis e Rainhas.

E como nos diz Guacira Louro, a escola foi concebida inicialmente para acolher alguns — mas não todos — ela foi, lentamente, sendo requisitada por aqueles/as aos/às quais havia sido negada. Os novos grupos foram trazendo transformações à instituição. Ela precisou ser diversa: organização, currículos, prédios, docentes, regulamentos, avaliações iriam, explícita ou implicitamente, “garantir” — e também produzir — as diferenças entre os sujeitos. (LOURO, p75).

Então é necessário que nos perguntemos, que tipo de livro de Literatura queremos? Que tipo de escola desejamos, e irmos além , como se produziram e se produzem tais diferenças e invisibilidades na escola e nos livros e que efeitos estes processos têm sobre nós, população negra, indígena, mulher, homem e LGBT? Que efeito tem este processo de invisibilização. Em nós e em nossos corpos, memórias e vidas.

ENEM, Prova Brasil e outros exames e avaliações:

ENEM, Prova Brasil e outros exames e avaliações serão alterados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai orientar as matrizes de referência dos exames e avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além disso, servirá para reformular a formação de docentes. O documento – que será referência obrigatória para a elaboração dos currículos de educação básica – foi entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação (CNE) na manhã desta quinta-feira, 6.

As mudanças nas matrizes de referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) passam a valer a partir de 2019. “Quem manda na avaliação é o currículo. Com o impacto da BNCC nos currículos, todas as matrizes também serão adequadas”, explica a presidente do Inep, Maria Inês Fini, que integrou o comitê gestor da Base.

A BNCC estabelece conteúdos essenciais e competências que as crianças e adolescentes deverão desenvolver na educação básica. O documento atual trata exclusivamente da educação infantil e do ensino fundamental; a parte referente ao ensino médio será apresentada nos próximos meses.

Com a entrega da versão final, o CNE deve debater e elaborar parecer e projeto de resolução sobre a Base, que só entrará em vigor depois que a manifestação do conselho for homologada pelo Ministério da Educação.

Fonte: Ministério da Educação