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Dica de 7 livros paradidáticos sobre bullying, diferenças e diversidade

Dica de 7 livros paradidáticos sobre bullying, diferenças e diversidade

Estou postando uma dica de alguns livros (7) que tive contato, como sugestão para serem trabalhados com alunos do fundamental I e II.  Fiz a leitura dos mesmos, já trabalhei em formações, com alunos, com professores e coordenadores. Os livros são ótimos.

1- Laís, a fofinha, de Walcyr Carrasco ( Achei Lindo)

Apelidos horríveis, risadas, humilhações: Laís precisa enfrentar tudo isso na nova escola. De tanto as outras crianças a chamarem de gorda, a menina acaba acreditando que é feia. Envergonhada, ela se fecha em sua tristeza. Quando as meninas da escola espalham a notícia de que farão testes para selecionar uma menina para fazer uma novela, Laís fica ainda mais preocupada. Seu grande sonho é ser atriz e, para concretizar esse desejo, ela precisará decidir entre o medo e a coragem de ser como é.

2- Pinote Fracote, Janjão o Fortão, de Fernanda Lopes Almeida

( Surpreendente)

Janjão era o valentão da turma, mas não imaginava que um menino pequeno como Pinote fosse capaz de derrotá-lo. Para enfrentar as truculências de Janjão, Pinote usa o poder da inteligência. Será que vai dar certo?

 3- Bullying: Vamos sair dessa?, de Miriam Portela (Adorei!)

Na periferia e nos bairros de classe média, o bullying cresce como uma praga. Uns são marginalizados por serem “mais inteligentes”, outros por serem mais fracos, mais gordos, mais magros, mais ricos, mais pobres.

4 – Tem um garoto no banheiro das meninas, de Louis Sachar – Editora Record – 2006 (Formidável)

 

Todos evitam sentar perto de Bradley Chlakers na sala de aula. Ele é brigão, faz brincadeiras de mau gosto e ameaça bater até nas meninas! Nem mesmo sua professora agüenta mais seu péssimo comportamento. Ele não faz dever de casa, só tira notas baixas, já repetiu de série e tem uma imaginação muito fértil para contar mentiras. Quando um novo aluno entra na escola e se oferece para ser seu amigo, Bradley não consegue acreditar que alguém possa gostar dele. Mas, em pouco tempo, seu comportamento hostil acaba por afastar seu novo amigo, o que só acaba diminuindo sua auto-estima. Seu desempenho nas aulas também acaba levando-o para a sala da nova orientadora da escola, uma jovem dinâmica, carinhosa, competente e engraçada. Ela acha Bradley um menino inteligente e generoso e sabe que ele poderia mudar se ao menos não tivesse medo de tentar. Algumas vezes, o mais difícil é acreditar em si mesmo…

5 – O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola, de Silvano Sulzart ( Sou suspeito)

 

O livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola – aborda o bullying, a obesidade infantil, o preconceito racial, o cyberbullying, o bullying homofóbico e a inclusão escolar, de forma objetiva, tomando como base a Lei 13.185, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), em todo o território nacional. Davi, em uma narrativa envolvente e singela, conta suas dores e dilemas. A história revelará como a amizade vence o medo, e a ternura e o perdão fazem brotar esperança, sonhos e novas relações, no espaço escolar. Através da leitura deste livro, você será capaz de identificar se seus filhos ou alunos estão sendo vítimas de bullying, encontrará ainda pistas de como combater o bullying, dentro e fora do espaço escolar.

6 – Bruno e João, de Jean-Claude Ramos Alphen ( Muito Bom!)

Bruno é grande, alto e robusto. Já João é magro e baixo. Apesar das diferenças físicas dos dois, sua força está no mesmo lugar: o afeto. O livro, de autoria do escritor franco-brasileiro Jean-Claude Ramos Alphen, conta a história de uma amizade que se sustenta pelo desejo de proteção de quem se gosta. Sensível e divertido,  “Bruno e João” suscita uma reflexão sobre a potência da amizade na resolução de conflitos internos da criança, ou seja, de como a identificação pelo outro ajuda os pequenos entenderem seus próprios medos e inseguranças.

7 – A terra dos meninos pelados – Graciliano Ramos ( lindo)

Em um lugar onde todos eram iguais, havia um menino diferente. Com a maestria literária de quem criou Vidas Secas, Graciliano Ramos conta aqui a história de Raimundo tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Pelo olhar enviesado dos outros, o menino era uma aberração e nunca falava coisa com coisa. Porém, sozinho em sua imaginação de criança, o menino criava mundos maravilhosos e desenhava em sua cabeça o deu desejo de um dia encontrar um lugar ao qual pudesse pertencer.

 

Envie seu artigo para publicação:

Envie seu artigo para publicação: Chamada para submissão de artigos científicos e eventos nacionais e internacionais

Revista Brasileira de Estudos da Presença (A1)
Dossiê Temático: Corpo, imagem, educação
Data limite para submissões: 31 de agosto de 2017
Informações: www.seer.ufrgs. br/presenca

Revista Contemporânea de Educação (A2)
Dossiê Temático: Educação Infantil: 20 Anos da Primeira etapa da Educação Básica
Dossiê Temático: Educação das Relações Étnico-Raciais e educação em comunidades remanescentes de Quilombos.
Informações: https://revistas. ufrj.br/index.php/rce/index

Revista EccoS (A2)
Dossiê Temático: “Políticas De Educação Superior”
Data limite para submissões: 30 de setembro de 2017
Informações: http://www4. uninove.br/ojs/index.php/ eccos/about/editorialPolicies# custom0

Revista Inter-Ação (B1)
Dossiê Temático: Gênero na Educação: impasses de uma categoria em disputa
Data limite para submissões: 25 de agosto de 2017
Informações: https://www. revistas.ufg.br/interacao/ index

Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação (B1)
Dossiê Temático: “A atualidade da pedagogia Freinet”
Informações: http://seer. fclar.unesp.br/iberoamericana

Revista Retratos da Escola (B1)
Dossiê Temático: Processos de Privatização na Educação Básica
Data limite para submissões: 30 de setembro de 2017
Informações: http://www. esforce.org.br/index.php/ semestral

Revista de Educação, Ciência e Cultura (B1)
Dossiê Temático: Educação Matemática: Pesquisas E Tendências Contemporâneas
Data limite para submissões: 02 de outubro de 2017
Informações: http://revistas. unilasalle.edu.br/index.php/ Educacao/index)

Contrapontos (B1)
Período para envio do texto
Volume e número no qual será publicado em caso de aprovação
Até 10 de outubro de 2017
Volume 18 – número 1
De 11 de outubro de 2017 a 10 de janeiro de 2018
Volume 18 – número 2
De 11 de janeiro a 10 de abril de 2018
Volume 18 – número 3
De 11 de abril a 10 de julho de 2018
Volume 18 – número 4

Revista Pedagógica da Unochapecó (B2)
Dossiê Temático: As consequências do “Golpe de Estado” para as práticas e políticas educacionais brasileiras.
Data limite para submissões: 30 de setembro de 2017
Informações: www.unochapeco. edu.br/revistas

Revista Textura-Ulbra (B2)
Dossiê Temático: Análise de relações intergovernamentais ou entre instâncias administrativas em políticas públicas de educação
Dossiê organizado pelas professoras Nalú Farenzena (UFRGS) e Calinca Pergher (IFRS)

Dossiê Temático: A literatura infanto-juvenil digital: apps, leitores e educação literária
Dossiê organizado pelas professoras Neuls Real e Cristina Correro (Universidade Autônoma de Barcelona)
Data limite para submissões: 31 de outubro de 2017
Informações: http://www. periodicos.ulbra.br/index.php/ txra

Revista Espaço do Currículo (B2)
Proposições para sessões especiais
Data limite para submissões: 15 de outubro de 2017
Informações:http://periodicos. ufpb.br/index.php/rec/pages/ view/Editais

Revista de Ciências Humanas (B3)
V. 19 – N. 31
Dossiê Temático: “Políticas públicas de educação e gênero: a educação como instrumento de inclusão da mulher na sociedade”
Data limite para submissões:15 de agosto de 2017
Informações: http://revistas. fw.uri.br/index.php/ revistadech/index

Revista Educação e Emancipação (B3)
Dossiê Temático: Gênero, Educação e Emancipação
Data limite para submissões 20 de agosto de 2017.
Informações: http://www. periodicoseletronicos.ufma.br/ index.php/reducacaoemancipacao

Movimento – UFF (B4)
Dossiê Temático: Paulo Freire: novas leituras
Data limite para submissões: 15 de agosto de 2017
Informações: http://www. revistas.uneb.br/index.php/ rbpab/

Revista Escrita da História – REH (Qualis B4)
Dossiê Temático: “Revoluções e movimento operário no século XX”
Data limite para submissões: 15 de agosto de 2017
Informações: www. escritadahistoria.com

Tendências Pedagógicas: questões presentes nos concursos educacionais

Conhecimento Pedagógico para Concurso para Professor e Coordenador Pedagógico

Tendências Pedagógicas

Prezados amigos, estes dois livros “Escola e Democracia e Pedagogia Histórico-Crítica”, são fundamentais para estudo de quem deseja passar nas seleções para professor e coordenador pedagógico, e são sempre citados nas provas dos concursos educacionais.

Segue aqui, um breve resumo das obras“Escola e Democracia” e “Pedagogia Histórico-Crítica”, onde Demerval Saviani, pretende investigar , de maneira clara e objetiva, como o autor analisa a intervenção das diferentes teorias pedagógicas na questão da marginalidade, retratar um de seus principais objetivos, que é o de “sacudir” a máquina político-educacional, balançando as Curvaturas das Varas em busca de seu equilíbrio ideal e compreender a Pedagogia Histórico-Crítica proposta.

Estas obras nos remete a uma reflexão ampla, sobre a questão da educação, nos ajudando a identificar as causas da marginalidade, a relação escola-sociedade e também o papel do professor, bem como o conteúdo aplicado na Pedagogia Tradicional, Nova, Tecnicista, que são os principais enfoques do autor.

No decorrer da elaboração deste trabalho, foi possível observar que, ao apresentar suas teses, o autor convence seus leitores através de uma exposição precisa de seus argumentos, fazendo com que estes sintam-se intrigados e ao mesmo tempo motivados a remontar uma visão crítica que busque uma educação que consiga compartilhar com os aspectos políticos-sociais altamente complexos.

DESENVOLVIMENTO

“As diferentes teorias pedagógicas versus a questão da marginalidade”

Saviani inicia seu livro “Escola e Democracia”, levantando questões de dois grupos antagônicos. O primeiro grupo é o das Teorias não-críticas, classificadas como a pedagogia tradicional, a pedagogia nova e a pedagogia tecnicista. Este grupo entende que a educação é capaz de erradicar a marginalidade de nossa sociedade, sendo esta última, considerada aqui como harmoniosa.

A marginalidade é um desvio, um fenômeno individual que deve ser corrigido, portanto, a educação serve como um instrumento de correção de desvios, tendo, ao mesmo tempo, uma margem de autonomia com relação à sociedade.

No segundo grupo, que é o das Teorias crítico-reprodutivistas, subdivididas em Teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho Ideológico de Estado (AIE) e Teoria da Escola Dualista.

Neste caso, de maneira oposta, a educação aparece como fator agravante, através da discriminação e responsável pela marginalidade, onde esta é inerente à estrutura da sociedade, da qual a educação é dependente.

Aqui, a escola reforça e legitima a marginalização social através da marginalização cultural. Saviani frisa que estes grupos de teorias explicam a marginalização na forma da relação entre educação e sociedade.

“O significado da metáfora Teoria da Curvatura da Vara”

Com base nesta metáfora, Saviani justifica um processo de tentativa de ajustes da educação: “quando a vara está torta, ela fica curva de um lado e se você quiser endireitá-la, não basta colocá-la na posição correta. É preciso curvá-la para o lado oposto”.

Esta metáfora foi enunciada por Lênin (Althusser, 1977, pp. 136-138).

Neste mesmo momento, afirma Saviani que “quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola; e de como, quando menos se falou em democracia, mais a escola esteve articulada com a construção de uma ordem democrática. Saviani parece que puxa propositadamente a vara para o lado oposto, na esperança desta vir para o centro, que não é nem a Escola Tradicional , nem a Escola Nova, mas sim no da valorização dos conteúdos, que remetem a uma pedagogia revolucionária.

“Uma teoria pedagógica mais satisfatória para as classes populares”

Partindo-se da crítica à pedagogia tradicional, Saviani defende uma pedagogia ativa, centralizada na troca de conhecimentos e na iniciativa dos alunos. Com as propostas do escolanovismo (métodos sofisticados, escolas bem equipadas, etc), seria válido adaptá-las às camadas populares, nas quais são maiores as dificuldades de aprendizagem.

O povo busca o acesso às escolas, ao contrário dos que já se beneficiaram dela. A escola será valorizada a partir de uma pedagogia articulada com os interesses do povo.

Nessa escola para o povo, os métodos ultrapassariam os métodos tradicionais e novos. Levariam em conta os interesses dos alunos em primeiro lugar, porém sem abrir mão da iniciativa do professor. Tais métodos não seriam ecléticos, mas sim manteriam continuamente presente a vinculação entre educação e sociedade, onde o ponto de partida do ensino seria a prática social, fazendo-se necessário transformar as relações de produção que impedem a construção de uma sociedade igualitária.

“A especificidade da escola”

A especificidade da escola toma corpo ao longo da História, quando as relações sociais passaram a prevalecer sobre as naturais, ou seja, com o próprio surgimento da escola, enfatizando, assim, o mundo da cultura, o mundo produzido pelo homem.

A escola toma conta de um conhecimento elaborado. A própria institucionalização do pedagógico através da escola é um sinal da especificidade da educação. A dimensão pedagógica pode ser detectada numa situação privilegiada, pois esta existe no interior da prática social global.

Assim sendo, a escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado.

“A pedagogia histórico-crítica proposta”

A teoria pedagógica histórico-crítica foi criada por Saviani partindo do pressuposto de que é viável, mesmo numa sociedade capitalista, uma educação que não seja, necessariamente, reprodutora da situação vigente, e sim adequada aos interesses da maioria, aos interesses daquele grande contingente da sociedade brasileira, explorado pela classe dominante.

Segundo Saviani, a Pedagogia Histórico-Crítica, embora consciente da determinação exercida pela sociedade sobre a educação, fato que a torna crítica, acredita que a educação também interfere sobre a sociedade, podendo contribuir para a sua própria transformação, fato que a torna histórica.

Saviani chega a dizer que Pedagogia Histórico-Crítica e dialética são sinônimos e que só não usa o termo “dialético” porque, de um lado, há muito simplório que não sabe o que “dialético” quer dizer, pensando que dialético é a mesma coisa que dialógico e, de outro, há muito iluminado que pensa que já sabe o que dialético quer dizer, e, portanto, não pergunta, assim impedindo que se explique .

É preciso registrar que esta teoria, como até aqui descrita, não só pouco tem de inovador, como menos tem ainda de revolucionário. O que Saviani definiu como Pedagogia Histórico-Crítica, até aqui, poderia ser entendida da seguinte maneira: uma teoria pedagógica, para ser histórico-crítica, precisa reconhecer que a educação é determinada socialmente mas também admitir que ela pode transformar as condições sociais .

“As teses sobre educação e política propostas”

O autor propõe onze teses sobre educação e política, nas quais explica que educação e política são fenômenos diferentes entre si, ao mesmo tempo em que são inseparáveis.

Nelas , seu principal argumento resume-se em caracterizar a prática política e educativa, bem como suas especificidades, não deixando de ressaltar a existência da sociedade de classes.

CONCLUSÃO

Como o observado, educação e política são práticas distintas e convém não confundí-las, o que poderia resultar em um politicismo pedagógico ou em um pedagogismo político, o que acabaria numa escola a serviço de um grupo burguês.

Porém, isto não resulta na exclusão da política como prática independente, pois são inseparáveis e mantém forte relação. Entretando, como tratar destas coisas tão diferentes? Vê-se que a dimensão pedagógica na política envolve a articulação, visando o combate aos antagônicos, o mesmo acontecendo na dimensão política na educação, com apropriação de instrumentos culturais aplicados na luta contra o antagonismo.

A partir do que foi exposto, podemos concluir que o autor está certo quando diz, indiretamente, que política e educação são faces opostas da mesma moeda: a prática social.

Apesar de uma certa subordinação da educação à política, podemos definir a educação como uma prática idealista e a política como uma prática realista, mas que podem coexistir pacificamente, respeitadas as diferenças.

Portanto, para que a escola seja um local de democratização, de discussão, participação social e de cidadania, devemos exercer nossa consciência crítica, mesmo que em passos lentos e repletos de obstáculos, para que esta não se torne uma encubadora de atitudes e desejos dos educandos.

BIBLIOGRAFIA:

SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. 34. ed. rev. Campinas, Autores Associados, 2001. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 5). 94 p.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras Aproximações. 7.ed. Campinas, Autores Associados, 2000. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 40).

Inscrições para o Enem 2017

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 começaram nesta segunda (8). O sistema seria liberado às 10h, segundo previsão do MEC, mas a abertura foi adiantada e os candidatos já começaram a ter acesso por volta das 8h30.

Será possível fazer a inscrição durante duas semanas. O prazo vai até as 23h59 de sexta (19). A taxa subiu para R$ 82 e o boleto precisa ser pago até 24 de maio.

Para fazer a inscrição, você precisar saber: 

qual o endereço de acessoquais os documentos necessárioscomo definir sua senhacomo pedir atendimento especializadocomo e quem pode solicitar a isenção

O processo de inscrição está distribuído em seis seções no site do Enem: “Dados pessoais”, “Recursos”, “Prova”, “Ensino Médio”, “Escola” e “Questionário”.

As inscrições ocorrem somente no site

www.enem.inep.gov.br/participante.

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira:

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira

De que literatura infantil estão falando no dia Nacional do Livro de Literatura Infantil? Já sei! Estão falando de uma Literatura Infantil sexista, que apresenta e representa as diferenças de gêneros, mulher e homem tem lugar definido e espaços demarcados politicamente e socialmente, os grupos étnicos brasileiros, são representados como escravos, invasores e selvagens. Já as classes sociais, são colocadas como categorias distintas, ricos são donos de carros e lanchas e os podres, não são donos de nada.É isso?

Vejo na Literatura Infantil, que o homem branco tem destaque, veste-se bem, é representado com poder político, social e econômico. Aparece nas ilustrações como personagem principal, quase sempre e na maioria das vezes é o heroi. Até na dita História do Brasil é assim.

Falam de um livro de Literatura Infantil que não representa o povo negro, indígena, ribeirinhos e das comunidades periféricas das cidades.

Muito bom e lindo isso né. Estão falando de um livro de Literatura Infantil que apresenta a família típica constituída de um pai e uma mãe e, usualmente, dois filhos, um menino e uma menina. As famílias tradicionais. Para eles, os bons escritores, heteronormativos, só existem as famílias tradicionais. Onde estão as famílias formadas por qualquer um dos pais. Aquelas que só tem a mãe e os filhos e/ou o pai e os filhos. E as famílias sem pais, formada apenas por irmãos, não existem? Não as vejo nos livros didáticos nem na Lietarura Infantil, ou aparecem raramente.

E por onde andam os livros de Literatura Infantil que de fato nos representará? Que fale do povo negro, como povo forte e guerreiro, povo rico em cultura e tradições, com uma religião linda. Que o negro seja protagonista, heroi, personagem principal. Destaque na capa do livro e nas ilustrações. Estão onde? Invisibilizados. Escritos com uma tiragem minima de 100 livros, para meia dúzias de pessoas lerem. Estão na resistencia literária, sobrevivendo a sutileza da indiferença.

Ei! Você viu algum livro que traga a mulher, mãe, avó, menina, mulher transsexual, não só a mulher branca, mas todas as mulheres, como protagonistas, como mulher forte, em destaque, com coragem e força. Ali, bem na capa.A mulher negra gorda, a mulher indigena, a mulher trabalhadora, como heroina da história? Mulher arquiteta, enegenheira, empoderada, mulher rainha, astronalta, dona de um pequeno/grande mundo? Se viu … parabéns …que foi publicado …maravilha …

E por onde andam, a população LGBT nos livros de literatura infantil? E existe ?? Existe livros de Literatura Infantil com famílias homoafetivas? Há! Lembre! Estão invisibilizadas. Essa população não existe não é? A heteronormatividade, “fabrica” modos e representações sutis do mundo. E de forma sutil, a cultura hegemônica vai invisibilizando as diferenças.

Precisamos de um dia da Literatura Infantil, que seja diverso, que agregue e valorize a nossa diversidade cultural, étnica e de gênero. Livros com personagens trans, LGBTs, negros em destaque. Com personagens negros como príncipes e pincesas, com personagens transexuais (homems e mulhers) como Reis e Rainhas.

E como nos diz Guacira Louro, a escola foi concebida inicialmente para acolher alguns — mas não todos — ela foi, lentamente, sendo requisitada por aqueles/as aos/às quais havia sido negada. Os novos grupos foram trazendo transformações à instituição. Ela precisou ser diversa: organização, currículos, prédios, docentes, regulamentos, avaliações iriam, explícita ou implicitamente, “garantir” — e também produzir — as diferenças entre os sujeitos. (LOURO, p75).

Então é necessário que nos perguntemos, que tipo de livro de Literatura queremos? Que tipo de escola desejamos, e irmos além , como se produziram e se produzem tais diferenças e invisibilidades na escola e nos livros e que efeitos estes processos têm sobre nós, população negra, indígena, mulher, homem e LGBT? Que efeito tem este processo de invisibilização. Em nós e em nossos corpos, memórias e vidas.

ENEM, Prova Brasil e outros exames e avaliações:

ENEM, Prova Brasil e outros exames e avaliações serão alterados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai orientar as matrizes de referência dos exames e avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além disso, servirá para reformular a formação de docentes. O documento – que será referência obrigatória para a elaboração dos currículos de educação básica – foi entregue pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação (CNE) na manhã desta quinta-feira, 6.

As mudanças nas matrizes de referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) passam a valer a partir de 2019. “Quem manda na avaliação é o currículo. Com o impacto da BNCC nos currículos, todas as matrizes também serão adequadas”, explica a presidente do Inep, Maria Inês Fini, que integrou o comitê gestor da Base.

A BNCC estabelece conteúdos essenciais e competências que as crianças e adolescentes deverão desenvolver na educação básica. O documento atual trata exclusivamente da educação infantil e do ensino fundamental; a parte referente ao ensino médio será apresentada nos próximos meses.

Com a entrega da versão final, o CNE deve debater e elaborar parecer e projeto de resolução sobre a Base, que só entrará em vigor depois que a manifestação do conselho for homologada pelo Ministério da Educação.

Fonte: Ministério da Educação