Categoria Formação Docente

Prova Brasil (2017) será aplicada em Outubro e Novembro. Como estão os alunos da sua escola e de seu município?

Prova Brasil (2017) será aplicada em Outubro e Novembro. Como estão os alunos da sua escola e de seu município?

A Prova Brasil, que pela primeira vez vai englobar os alunos do ensino médio da rede privada, será aplicada entre os dias 23 de outubro e 3 de novembro nas escolas brasileiras seguindo algumas regras.

A Prova Brasil avalia os conhecimentos dos alunos em matemática e língua portuguesa. O resultado do desempenho é um dos elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado por escola, por município e por estado.

Nesta edição a prova será aplicada seguindo as seguintes regras:

– escolas públicas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham dez ou mais alunos matriculados em cada uma das etapas de 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental;

– escolas públicas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos dez alunos matriculados em cada uma das etapas de 3ª ou 4ª série do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio;

– uma amostra de escolas privadas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos 10 alunos matriculados em cada uma das etapas de 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental e de 3ª ou 4ª séries do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio, distribuídas nas 27 unidades da Federação;

– mediante adesão, escolas privadas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos dez alunos matriculados na 3ª série ou na 4ª série do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio.

Sistema nacional de avaliação

A Prova Brasil é um dos dois elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): o cálculo do Ideb é feito usando os resultados da prova e informações sobre a aprovação ou repetência dos estudantes.

Essa prova faz parte da Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), uma das três avaliações que integram o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Até hoje, porém, apenas as edições da Prova Brasil do ensino fundamental eram aplicadas de forma censitária, ou seja, para todos os estudantes do 5º e do 9º ano do fundamental.

Como resultado, no Saeb 2015, 3.986.190 estudantes participaram da prova: 2.071.581 do 5º ano do fundamental, 1.842.034 do 9º ano do fundamental, e apenas 72.575 estudantes do 3º ano do ensino médio.

Além disso, 38.155 escolas públicas tiveram os dados divulgados para o 5º ano do fundamental, e 29.620 escolas públicas receberam os resultados para o 9º ano.

Já no ensino médio, os resultados foram divugados apenas em nível estadual e nacional.

Com a mudança, o Inep estima que 2,4 milhões de estudantes do 3º ano do ensino médio, tanto de escolas públicas quanto privadas, participem da Prova Brasil.

No total, o governo prevê que cerca de 7,5 milhões de estudantes façam as provas.

Fonte: Ministério da Educação

Tendências Pedagógicas: questões presentes nos concursos educacionais

Conhecimento Pedagógico para Concurso para Professor e Coordenador Pedagógico

Tendências Pedagógicas

Prezados amigos, estes dois livros “Escola e Democracia e Pedagogia Histórico-Crítica”, são fundamentais para estudo de quem deseja passar nas seleções para professor e coordenador pedagógico, e são sempre citados nas provas dos concursos educacionais.

Segue aqui, um breve resumo das obras“Escola e Democracia” e “Pedagogia Histórico-Crítica”, onde Demerval Saviani, pretende investigar , de maneira clara e objetiva, como o autor analisa a intervenção das diferentes teorias pedagógicas na questão da marginalidade, retratar um de seus principais objetivos, que é o de “sacudir” a máquina político-educacional, balançando as Curvaturas das Varas em busca de seu equilíbrio ideal e compreender a Pedagogia Histórico-Crítica proposta.

Estas obras nos remete a uma reflexão ampla, sobre a questão da educação, nos ajudando a identificar as causas da marginalidade, a relação escola-sociedade e também o papel do professor, bem como o conteúdo aplicado na Pedagogia Tradicional, Nova, Tecnicista, que são os principais enfoques do autor.

No decorrer da elaboração deste trabalho, foi possível observar que, ao apresentar suas teses, o autor convence seus leitores através de uma exposição precisa de seus argumentos, fazendo com que estes sintam-se intrigados e ao mesmo tempo motivados a remontar uma visão crítica que busque uma educação que consiga compartilhar com os aspectos políticos-sociais altamente complexos.

DESENVOLVIMENTO

“As diferentes teorias pedagógicas versus a questão da marginalidade”

Saviani inicia seu livro “Escola e Democracia”, levantando questões de dois grupos antagônicos. O primeiro grupo é o das Teorias não-críticas, classificadas como a pedagogia tradicional, a pedagogia nova e a pedagogia tecnicista. Este grupo entende que a educação é capaz de erradicar a marginalidade de nossa sociedade, sendo esta última, considerada aqui como harmoniosa.

A marginalidade é um desvio, um fenômeno individual que deve ser corrigido, portanto, a educação serve como um instrumento de correção de desvios, tendo, ao mesmo tempo, uma margem de autonomia com relação à sociedade.

No segundo grupo, que é o das Teorias crítico-reprodutivistas, subdivididas em Teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho Ideológico de Estado (AIE) e Teoria da Escola Dualista.

Neste caso, de maneira oposta, a educação aparece como fator agravante, através da discriminação e responsável pela marginalidade, onde esta é inerente à estrutura da sociedade, da qual a educação é dependente.

Aqui, a escola reforça e legitima a marginalização social através da marginalização cultural. Saviani frisa que estes grupos de teorias explicam a marginalização na forma da relação entre educação e sociedade.

“O significado da metáfora Teoria da Curvatura da Vara”

Com base nesta metáfora, Saviani justifica um processo de tentativa de ajustes da educação: “quando a vara está torta, ela fica curva de um lado e se você quiser endireitá-la, não basta colocá-la na posição correta. É preciso curvá-la para o lado oposto”.

Esta metáfora foi enunciada por Lênin (Althusser, 1977, pp. 136-138).

Neste mesmo momento, afirma Saviani que “quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola; e de como, quando menos se falou em democracia, mais a escola esteve articulada com a construção de uma ordem democrática. Saviani parece que puxa propositadamente a vara para o lado oposto, na esperança desta vir para o centro, que não é nem a Escola Tradicional , nem a Escola Nova, mas sim no da valorização dos conteúdos, que remetem a uma pedagogia revolucionária.

“Uma teoria pedagógica mais satisfatória para as classes populares”

Partindo-se da crítica à pedagogia tradicional, Saviani defende uma pedagogia ativa, centralizada na troca de conhecimentos e na iniciativa dos alunos. Com as propostas do escolanovismo (métodos sofisticados, escolas bem equipadas, etc), seria válido adaptá-las às camadas populares, nas quais são maiores as dificuldades de aprendizagem.

O povo busca o acesso às escolas, ao contrário dos que já se beneficiaram dela. A escola será valorizada a partir de uma pedagogia articulada com os interesses do povo.

Nessa escola para o povo, os métodos ultrapassariam os métodos tradicionais e novos. Levariam em conta os interesses dos alunos em primeiro lugar, porém sem abrir mão da iniciativa do professor. Tais métodos não seriam ecléticos, mas sim manteriam continuamente presente a vinculação entre educação e sociedade, onde o ponto de partida do ensino seria a prática social, fazendo-se necessário transformar as relações de produção que impedem a construção de uma sociedade igualitária.

“A especificidade da escola”

A especificidade da escola toma corpo ao longo da História, quando as relações sociais passaram a prevalecer sobre as naturais, ou seja, com o próprio surgimento da escola, enfatizando, assim, o mundo da cultura, o mundo produzido pelo homem.

A escola toma conta de um conhecimento elaborado. A própria institucionalização do pedagógico através da escola é um sinal da especificidade da educação. A dimensão pedagógica pode ser detectada numa situação privilegiada, pois esta existe no interior da prática social global.

Assim sendo, a escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado.

“A pedagogia histórico-crítica proposta”

A teoria pedagógica histórico-crítica foi criada por Saviani partindo do pressuposto de que é viável, mesmo numa sociedade capitalista, uma educação que não seja, necessariamente, reprodutora da situação vigente, e sim adequada aos interesses da maioria, aos interesses daquele grande contingente da sociedade brasileira, explorado pela classe dominante.

Segundo Saviani, a Pedagogia Histórico-Crítica, embora consciente da determinação exercida pela sociedade sobre a educação, fato que a torna crítica, acredita que a educação também interfere sobre a sociedade, podendo contribuir para a sua própria transformação, fato que a torna histórica.

Saviani chega a dizer que Pedagogia Histórico-Crítica e dialética são sinônimos e que só não usa o termo “dialético” porque, de um lado, há muito simplório que não sabe o que “dialético” quer dizer, pensando que dialético é a mesma coisa que dialógico e, de outro, há muito iluminado que pensa que já sabe o que dialético quer dizer, e, portanto, não pergunta, assim impedindo que se explique .

É preciso registrar que esta teoria, como até aqui descrita, não só pouco tem de inovador, como menos tem ainda de revolucionário. O que Saviani definiu como Pedagogia Histórico-Crítica, até aqui, poderia ser entendida da seguinte maneira: uma teoria pedagógica, para ser histórico-crítica, precisa reconhecer que a educação é determinada socialmente mas também admitir que ela pode transformar as condições sociais .

“As teses sobre educação e política propostas”

O autor propõe onze teses sobre educação e política, nas quais explica que educação e política são fenômenos diferentes entre si, ao mesmo tempo em que são inseparáveis.

Nelas , seu principal argumento resume-se em caracterizar a prática política e educativa, bem como suas especificidades, não deixando de ressaltar a existência da sociedade de classes.

CONCLUSÃO

Como o observado, educação e política são práticas distintas e convém não confundí-las, o que poderia resultar em um politicismo pedagógico ou em um pedagogismo político, o que acabaria numa escola a serviço de um grupo burguês.

Porém, isto não resulta na exclusão da política como prática independente, pois são inseparáveis e mantém forte relação. Entretando, como tratar destas coisas tão diferentes? Vê-se que a dimensão pedagógica na política envolve a articulação, visando o combate aos antagônicos, o mesmo acontecendo na dimensão política na educação, com apropriação de instrumentos culturais aplicados na luta contra o antagonismo.

A partir do que foi exposto, podemos concluir que o autor está certo quando diz, indiretamente, que política e educação são faces opostas da mesma moeda: a prática social.

Apesar de uma certa subordinação da educação à política, podemos definir a educação como uma prática idealista e a política como uma prática realista, mas que podem coexistir pacificamente, respeitadas as diferenças.

Portanto, para que a escola seja um local de democratização, de discussão, participação social e de cidadania, devemos exercer nossa consciência crítica, mesmo que em passos lentos e repletos de obstáculos, para que esta não se torne uma encubadora de atitudes e desejos dos educandos.

BIBLIOGRAFIA:

SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. 34. ed. rev. Campinas, Autores Associados, 2001. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 5). 94 p.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras Aproximações. 7.ed. Campinas, Autores Associados, 2000. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 40).

Seja um professor: As maravilhas da Profissão Docente

Podem lecionar nos Ensinos Fundamental e Médio das escolas de Educação Básica, os graduados em licenciaturas e Pedagogia. Na Educação Infantil (creches e pré-escolas) e nos quatro primeiros anos do Ensino Fundamental, admitem-se professores com formação mínima de nível médio, na modalidade normal. Porém, o projeto de lei 5.395/09, que tramita no Congresso Nacional, prevê que apenas a Educação Infantil admita professores com formação mínima de nível médio, na modalidade normal.
Para ingressar como professor de qualquer instituto federal, basta apenas a graduação. Entretanto, o plano de carreira prevê uma retribuição por titulação, que aumenta o salário caso o professor tenha mestrado, doutorado ou mesmo especialização.
Os docentes das universidades federais precisam ter ao menos grau de mestre, para concorrerem aos cargos dos concursos, pois atuam especificamente no Ensino Superior. As carreiras das instituições federais também prevêem aumento de salário caso o professor aumente sua titulação.
  
FORMAÇÃO
A exigência quanto ao grau de educação acadêmica para a formação de um professor varia de acordo com a área pretendida. Veja o que você precisa fazer para se habilitar a ensinar onde deseja:
Licenciaturas: os cursos de licenciatura habilitam o profissional a atuar como professor na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Médio. São cursos superiores de graduação que formam profissionais licenciados em Química, Física, Letras, Matemática, Geografia, Ciências Biológicas e Pedagogia.
Normal Superior: curso superior de graduação, na modalidade licenciatura. Tem por finalidade formar professores aptos a lecionar na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental.
Magistério: não é curso superior, mas de nível médio. Habilita o professor para lecionar na Educação Infantil.
Pedagogia: o curso de Pedagogia é um curso superior de graduação, na modalidade de licenciatura e tem como finalidade formar professores para atuar na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental (até o 5º ano). É aquele professor que assume integralmente o currículo da série. Os cursos de pedagogia também formam profissionais para atuarem na gestão do sistema escolar, mas a prioridade é a formação de professores.
Bacharelado: os cursos de bacharelado não habilitam o profissional a lecionar. São cursos superiores de graduação que dão o título de bacharel. Para atuar como docente, o bacharel precisa de curso de complementação pedagógica. E para lecionar no Ensino Superior exige-se que o profissional tenha, no mínimo, curso de Pós-Graduação Lato Sensu (especialização).
CARREIRA E REMUNERAÇÃO
As carreiras dos profissionais da Educação Básica são regidas pelos estatutos e planos de carreira dos estados e municípios. Contudo, tramita no Congresso Nacional o PL 1.592/2003, que busca fixar diretrizes nacionais para as carreiras dos profissionais da educação.

Segundo o Consed, todos os planos de carreira dos estados estão em fase de discussão e revisão para que a profissão se torne mais atraente. Já a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) informou que cerca de 70% dos municípios brasileiros têm planos de carreira. De acordo com a lei que estabeleceu o piso para o magistério, todos os estados e municípios precisam ter planos de carreiras estruturados até 31 de dezembro deste ano.Quanto aos salários, a Lei 11.738/08 instituiu o piso salarial profissional nacional para o magistério, única categoria profissional a ter um piso estabelecido por lei. O texto estabelece um valor mínimo de R$ 1.024,67 em 2010, reajustado anualmente, a ser pago aos professores que trabalham até 40 horas por semana e têm formação de nível médio, o que significa que os docentes de nível superior devem ter remuneração maior.

Nos institutos federais, onde também se oferece Ensino Médio, os docentes da rede tiveram a carreira reestruturada, a partir da Lei 11.784/08. Levando-se em conta a tabela vigente – distribuída entre classes e níveis – a remuneração do docente varia entre R$ 2.728,05 e R$ 8.297,16.