Categoria Educação

Prova Brasil (2017) será aplicada em Outubro e Novembro. Como estão os alunos da sua escola e de seu município?

Prova Brasil (2017) será aplicada em Outubro e Novembro. Como estão os alunos da sua escola e de seu município?

A Prova Brasil, que pela primeira vez vai englobar os alunos do ensino médio da rede privada, será aplicada entre os dias 23 de outubro e 3 de novembro nas escolas brasileiras seguindo algumas regras.

A Prova Brasil avalia os conhecimentos dos alunos em matemática e língua portuguesa. O resultado do desempenho é um dos elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), calculado por escola, por município e por estado.

Nesta edição a prova será aplicada seguindo as seguintes regras:

– escolas públicas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham dez ou mais alunos matriculados em cada uma das etapas de 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental;

– escolas públicas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos dez alunos matriculados em cada uma das etapas de 3ª ou 4ª série do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio;

– uma amostra de escolas privadas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos 10 alunos matriculados em cada uma das etapas de 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental e de 3ª ou 4ª séries do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio, distribuídas nas 27 unidades da Federação;

– mediante adesão, escolas privadas localizadas em zonas urbanas e rurais que tenham pelo menos dez alunos matriculados na 3ª série ou na 4ª série do ensino médio, quando essa última for a série de conclusão do ensino médio.

Sistema nacional de avaliação

A Prova Brasil é um dos dois elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): o cálculo do Ideb é feito usando os resultados da prova e informações sobre a aprovação ou repetência dos estudantes.

Essa prova faz parte da Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), uma das três avaliações que integram o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Até hoje, porém, apenas as edições da Prova Brasil do ensino fundamental eram aplicadas de forma censitária, ou seja, para todos os estudantes do 5º e do 9º ano do fundamental.

Como resultado, no Saeb 2015, 3.986.190 estudantes participaram da prova: 2.071.581 do 5º ano do fundamental, 1.842.034 do 9º ano do fundamental, e apenas 72.575 estudantes do 3º ano do ensino médio.

Além disso, 38.155 escolas públicas tiveram os dados divulgados para o 5º ano do fundamental, e 29.620 escolas públicas receberam os resultados para o 9º ano.

Já no ensino médio, os resultados foram divugados apenas em nível estadual e nacional.

Com a mudança, o Inep estima que 2,4 milhões de estudantes do 3º ano do ensino médio, tanto de escolas públicas quanto privadas, participem da Prova Brasil.

No total, o governo prevê que cerca de 7,5 milhões de estudantes façam as provas.

Fonte: Ministério da Educação

Tendências Pedagógicas: questões presentes nos concursos educacionais

Conhecimento Pedagógico para Concurso para Professor e Coordenador Pedagógico

Tendências Pedagógicas

Prezados amigos, estes dois livros “Escola e Democracia e Pedagogia Histórico-Crítica”, são fundamentais para estudo de quem deseja passar nas seleções para professor e coordenador pedagógico, e são sempre citados nas provas dos concursos educacionais.

Segue aqui, um breve resumo das obras“Escola e Democracia” e “Pedagogia Histórico-Crítica”, onde Demerval Saviani, pretende investigar , de maneira clara e objetiva, como o autor analisa a intervenção das diferentes teorias pedagógicas na questão da marginalidade, retratar um de seus principais objetivos, que é o de “sacudir” a máquina político-educacional, balançando as Curvaturas das Varas em busca de seu equilíbrio ideal e compreender a Pedagogia Histórico-Crítica proposta.

Estas obras nos remete a uma reflexão ampla, sobre a questão da educação, nos ajudando a identificar as causas da marginalidade, a relação escola-sociedade e também o papel do professor, bem como o conteúdo aplicado na Pedagogia Tradicional, Nova, Tecnicista, que são os principais enfoques do autor.

No decorrer da elaboração deste trabalho, foi possível observar que, ao apresentar suas teses, o autor convence seus leitores através de uma exposição precisa de seus argumentos, fazendo com que estes sintam-se intrigados e ao mesmo tempo motivados a remontar uma visão crítica que busque uma educação que consiga compartilhar com os aspectos políticos-sociais altamente complexos.

DESENVOLVIMENTO

“As diferentes teorias pedagógicas versus a questão da marginalidade”

Saviani inicia seu livro “Escola e Democracia”, levantando questões de dois grupos antagônicos. O primeiro grupo é o das Teorias não-críticas, classificadas como a pedagogia tradicional, a pedagogia nova e a pedagogia tecnicista. Este grupo entende que a educação é capaz de erradicar a marginalidade de nossa sociedade, sendo esta última, considerada aqui como harmoniosa.

A marginalidade é um desvio, um fenômeno individual que deve ser corrigido, portanto, a educação serve como um instrumento de correção de desvios, tendo, ao mesmo tempo, uma margem de autonomia com relação à sociedade.

No segundo grupo, que é o das Teorias crítico-reprodutivistas, subdivididas em Teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho Ideológico de Estado (AIE) e Teoria da Escola Dualista.

Neste caso, de maneira oposta, a educação aparece como fator agravante, através da discriminação e responsável pela marginalidade, onde esta é inerente à estrutura da sociedade, da qual a educação é dependente.

Aqui, a escola reforça e legitima a marginalização social através da marginalização cultural. Saviani frisa que estes grupos de teorias explicam a marginalização na forma da relação entre educação e sociedade.

“O significado da metáfora Teoria da Curvatura da Vara”

Com base nesta metáfora, Saviani justifica um processo de tentativa de ajustes da educação: “quando a vara está torta, ela fica curva de um lado e se você quiser endireitá-la, não basta colocá-la na posição correta. É preciso curvá-la para o lado oposto”.

Esta metáfora foi enunciada por Lênin (Althusser, 1977, pp. 136-138).

Neste mesmo momento, afirma Saviani que “quando mais se falou em democracia no interior da escola, menos democrática foi a escola; e de como, quando menos se falou em democracia, mais a escola esteve articulada com a construção de uma ordem democrática. Saviani parece que puxa propositadamente a vara para o lado oposto, na esperança desta vir para o centro, que não é nem a Escola Tradicional , nem a Escola Nova, mas sim no da valorização dos conteúdos, que remetem a uma pedagogia revolucionária.

“Uma teoria pedagógica mais satisfatória para as classes populares”

Partindo-se da crítica à pedagogia tradicional, Saviani defende uma pedagogia ativa, centralizada na troca de conhecimentos e na iniciativa dos alunos. Com as propostas do escolanovismo (métodos sofisticados, escolas bem equipadas, etc), seria válido adaptá-las às camadas populares, nas quais são maiores as dificuldades de aprendizagem.

O povo busca o acesso às escolas, ao contrário dos que já se beneficiaram dela. A escola será valorizada a partir de uma pedagogia articulada com os interesses do povo.

Nessa escola para o povo, os métodos ultrapassariam os métodos tradicionais e novos. Levariam em conta os interesses dos alunos em primeiro lugar, porém sem abrir mão da iniciativa do professor. Tais métodos não seriam ecléticos, mas sim manteriam continuamente presente a vinculação entre educação e sociedade, onde o ponto de partida do ensino seria a prática social, fazendo-se necessário transformar as relações de produção que impedem a construção de uma sociedade igualitária.

“A especificidade da escola”

A especificidade da escola toma corpo ao longo da História, quando as relações sociais passaram a prevalecer sobre as naturais, ou seja, com o próprio surgimento da escola, enfatizando, assim, o mundo da cultura, o mundo produzido pelo homem.

A escola toma conta de um conhecimento elaborado. A própria institucionalização do pedagógico através da escola é um sinal da especificidade da educação. A dimensão pedagógica pode ser detectada numa situação privilegiada, pois esta existe no interior da prática social global.

Assim sendo, a escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado.

“A pedagogia histórico-crítica proposta”

A teoria pedagógica histórico-crítica foi criada por Saviani partindo do pressuposto de que é viável, mesmo numa sociedade capitalista, uma educação que não seja, necessariamente, reprodutora da situação vigente, e sim adequada aos interesses da maioria, aos interesses daquele grande contingente da sociedade brasileira, explorado pela classe dominante.

Segundo Saviani, a Pedagogia Histórico-Crítica, embora consciente da determinação exercida pela sociedade sobre a educação, fato que a torna crítica, acredita que a educação também interfere sobre a sociedade, podendo contribuir para a sua própria transformação, fato que a torna histórica.

Saviani chega a dizer que Pedagogia Histórico-Crítica e dialética são sinônimos e que só não usa o termo “dialético” porque, de um lado, há muito simplório que não sabe o que “dialético” quer dizer, pensando que dialético é a mesma coisa que dialógico e, de outro, há muito iluminado que pensa que já sabe o que dialético quer dizer, e, portanto, não pergunta, assim impedindo que se explique .

É preciso registrar que esta teoria, como até aqui descrita, não só pouco tem de inovador, como menos tem ainda de revolucionário. O que Saviani definiu como Pedagogia Histórico-Crítica, até aqui, poderia ser entendida da seguinte maneira: uma teoria pedagógica, para ser histórico-crítica, precisa reconhecer que a educação é determinada socialmente mas também admitir que ela pode transformar as condições sociais .

“As teses sobre educação e política propostas”

O autor propõe onze teses sobre educação e política, nas quais explica que educação e política são fenômenos diferentes entre si, ao mesmo tempo em que são inseparáveis.

Nelas , seu principal argumento resume-se em caracterizar a prática política e educativa, bem como suas especificidades, não deixando de ressaltar a existência da sociedade de classes.

CONCLUSÃO

Como o observado, educação e política são práticas distintas e convém não confundí-las, o que poderia resultar em um politicismo pedagógico ou em um pedagogismo político, o que acabaria numa escola a serviço de um grupo burguês.

Porém, isto não resulta na exclusão da política como prática independente, pois são inseparáveis e mantém forte relação. Entretando, como tratar destas coisas tão diferentes? Vê-se que a dimensão pedagógica na política envolve a articulação, visando o combate aos antagônicos, o mesmo acontecendo na dimensão política na educação, com apropriação de instrumentos culturais aplicados na luta contra o antagonismo.

A partir do que foi exposto, podemos concluir que o autor está certo quando diz, indiretamente, que política e educação são faces opostas da mesma moeda: a prática social.

Apesar de uma certa subordinação da educação à política, podemos definir a educação como uma prática idealista e a política como uma prática realista, mas que podem coexistir pacificamente, respeitadas as diferenças.

Portanto, para que a escola seja um local de democratização, de discussão, participação social e de cidadania, devemos exercer nossa consciência crítica, mesmo que em passos lentos e repletos de obstáculos, para que esta não se torne uma encubadora de atitudes e desejos dos educandos.

BIBLIOGRAFIA:

SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. 34. ed. rev. Campinas, Autores Associados, 2001. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 5). 94 p.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras Aproximações. 7.ed. Campinas, Autores Associados, 2000. (Col. Polêmicas do Nosso Tempo; vol. 40).

Programação da FLICA:

Programação da FLICA: De 05 a 08 de Outubro de 2017

A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) é um festival literário que acontece anualmente no mês de outubro na cidade histórica de Cachoeira, situada no Recôncavo baiano.

PROGRAMAÇÃO DIA 05 DE OUTUBRO (QUINTA)

 

15:00h às 16:30h

Mesa 01 | Os reflexos do passado ancestral em nossa pele

Autor(a): Carlos Moore

Mediador(a): Jorge Portugal

Dois nomes com trajetórias gigantescas numa mesa de abertura. Duas referências sempre consultadas, não importa a direção que se tome,…

 

19:00h às 20:30h

Mesa 02 | Penso, falo, canto e sou sua liberdade, Cachoeira

Autor(a): Professor Carneirinho e Walter Fraga e Tamires Costa

Mediador(a): Jomar Lima

Compreender a real dimensão histórica de Cachoeira e do Recôncavo Baiano; homenagear a cidade que sempre recebeu de forma acolhedora…

 

PROGRAMAÇÃO DIA 06 DE OUTUBRO (SEXTA)

 

10:00h às 11:30h

Mesa 03 | Memória, obsessões e outras matérias-primas da ficção

Autor(a): Maria Valéria Rezende e Franklin Carvalho

Mediador(a): Milena Britto

O mundo interior dos escritores permanece insondável até o instante em que eles despontam. Ou então são descobertos após o…

 

15:00h às 16:30h

Mesa 04 | Intervenções, agitações e desvarios

Autor(a): Ricardo Lísias e Daniela Galdino

Mediador(a): Wesley Correia

Escritores trazem em si uma centelha de insanidade. São artífices da palavra que se recusam a cair nas armadilhas da…

19:00h às 20:30h

Mesa 05 | A poesia em suas infinitas estações

Autor(a): Ruy Espinheira Filho

Mediador(a): Mônica Menezes

Desde 2014, a Flica presta deferência a autoras e autores vivos das primeiras gerações e em plena atividade criativa. Este…

 

PROGRAMAÇÃO DIA 07 DE OUTUBRO (SÁBADO)

 

10:00h às 11:30h

Mesa 06 | Entre a ficção e a notícia: limites, contrapontos e narrativas possíveis

 

Autor(a): Francisco José e Ricardo Ishmael

Mediador(a): Zulu Araújo

Jornalistas com alma de escritores que ultrapassam as fronteiras de suas pautas diárias e nos revelam novos ângulos de histórias…

 

14:00h às 15:30h

Mesa 7 | Verbos implacáveis, surtos criativos, angústias favoritas

Autor(a): Jout Jout

Mediador(a): Tia Má

Provocações cotidianas compartilhadas nas redes sociais e que repercutem, polemizam e mobilizam seus seguidores que já ultrapassam a casa do…

17:00h às 18:30h

Mesa 08 | Escrita de resistência contra os que desejam sufocar a nossa voz

Autor(a): Minna Salami e Cidinha da Silva

Mediador(a): Denise Carrascosa

Falas contundentes que influenciam e conduzem a debates sobre a condição da mulher e do negro na sociedade do nosso…

 

20:00h às 21:30h

Mesa 09 | A máxima potência que habita as palavras

Autor(a): Paulina Chiziane e Elisa Lucinda

Mediador(a): Lívia Natália

O verbo é a vibração de todas as coisas, a quintessência que envolve a alma de quem escreve. Saber manejar…

 

PROGRAMAÇÃO DIA 08 DE OUTUBRO (DOMINGO)

 

10:00h às 11:30h

Mesa 10 | A imperdoável capacidade humana de apagar seus antepassados

Autor(a): Daniel Munduruku e Eliane Potiguara

Mediador(a): Suzane Lima Costa

Há muitas razões para que esta mesa inédita pousasse no coração do Recôncavo Baiano nesse claro instante. Porque, ainda hoje,…

 

 

O excesso de peso nas costas das criança:

O excesso de peso nas costas das criança: principais problemas relacionados a coluna infantil 

Mochilas dadas em Jequié na Bahia, ganham as Redes Sociais. Um fato é: muito peso pode prejudicar a coluna das crianças. A escoliose no/do adolescente e/ou criança geralmente resulta em dor ou sintomas neurológicos. A curvatura da coluna pode fazer pressão sobre os órgãos, incluindo o pulmão ou coração. O tratamento da escoliose se divide em três categorias principais: observação, órtese e cirurgia.Vamos ter cuidado.

1. Quais são os principais problemas relacionados a coluna nas crianças e adolescentes que frequentam as escolas?

Diversas patologias podem acometer a coluna vertebral de crianças e adolescentes em idade escolar, tais como: traumas, deformidades e infecções, porém, as queixas mais frequentes estão relacionadas as mochilas escolares e a postura inadequada. Milhões de crianças todos os anos carregam uma enorme quantidade de materiais e livros que podem sobrecarregar as estruturas musculares lesando o pescoço, ombros e costas.

2. Com relação as mochilas, que tipo de lesão ela pode provocar?

A coluna é composta por ossos chamados vértebras que são intercaladas por discos que funcionam como amortecedores e são estabilizados por músculos e ligamentos dão mobilidade a coluna, estas estruturas podem ser lesados em caso de sobrecarga com por exemplo quando as crianças frequentam a escola com mochila excessivamente pesada. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna. E essa dor pode estar relacionada com o peso da mochila utilizada na infância e adolescência.

3. Qual o peso ideal para uma mochila escolar?

A mochila nunca deve ultrapassar de 7 a 10% do peso da criança, ou seja, uma criança de 30kg pode carregar até 3kg na mochila.

4. Dentre os vários modelos de mochila escolar, existe algum que seja recomendado?

Sim, o modelo ideal é o que possui duas alças largas e acolchoadas sobre os ombros, cinto interligando as alças para melhor distribuição do peso, a largura não deve ser superior a do dorso da criança e a altura ficar entre os ombros e a cintura . O risco com relação as mochilas não reside apenas no modelo, mas também na forma como são utilizados, o erro mas frequente é quando a criança utiliza apenas uma das alças sobre o ombro sobrecarregando um dos lados da coluna.

5. O que os pais devem observar nos filhos com relação as mochilas?

O pai deve observar se seu filho tem dificuldade para colocar a mochila, se a criança tem de inclinar o corpo para frente para se equilibrar ou se tem queixas de dor nas costas, ombros e pescoço, nestes casos deve-se tomar providencias afim de diminuir o peso da mochila.

6. Quais providencias podem minimizar problemas causados peso excessivo das mochilas?

O uso racional do material escolar é um ponto relevante, os pais devem organizar diariamente a mochila de forma que a criança leve para escola somente aquilo que ela irá realmente utilizar naquele dia, além de orientar seus filhos a utilizar a mochila de forma adequada e incentiva-los a pratica de esportes como a natação.

7. Nos casos de deformidades como os pais devem proceder?

As deformidades da coluna vertebral mais frequente durante a fase escolar são a cifose, (corcunda), e a escoliose, (deformidade em “S” da coluna com inclinação lateral), que podem ser acompanhadas ou não de dor. Para estes casos o acompanhamento médico é essencial, pois na maioria das vezes se não tratadas na fase de crescimento podem se agravar e gerar problemas futuros para a criança.

Como as crianças devem levar a mochila

– Usar mochilas com correias largas e acolchoadas, e com encosto acolchoado também;

– Usar mochilas com ajustes firmes, procurando mantê-la a uns 5 cm acima da sua cintura;

– Carregar a mochila sempre pelas duas correias e nunca por uma somente, para não sobrecarregar um dos ombros;

– Praticar algum esporte ou exercícios para fortalecer os músculos das costas;

– Organizar a mochila colocando os livros mais pesados mais próximos e colados na coluna, e manter cada coisa em seu devido lugar;

– Optar por levar mochilas com rodas;

– Manter a coluna reta, e não curvada, para levar a mochila com rodas;

– No caso em que haja muito material, levar parte do peso nas mãos;

– Limitar o peso do conteúdo e evitar transportar cargas inúteis. Se a mochila é muito pesada, a criança se vê obrigada a curvar-se para frente ou flexionar para frente a cabeça e o tronco para compensar o peso;

– Utilizar as duas mãos para pegar a mochila, dobrar os joelhos e inclinar-se para levantá-la;

– Não transportar a mochila com muito peso por mais de 15 minutos;

Neste sentido a fiscalização dos pais é essencial e mais que necessária. E a colaboração dos professores também.

Bate-Papo sobre O Diário de Davi – Silvano Sulzart.

O livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola – discute as múltiplas diferenças que nos constituem, e a diversidade presente no universo escolar, através da história de um garoto de 12 anos, negro, que está acima do peso, e constantemente sofre bullying na escola.

O livro é uma história literária, infanto-juvenil. Em seu diário, Davi narra as suas angústias, o dia a dia da escola, sua amizade com João, um aluno cadeirante e Telton Fradf, que sofre bullying homofóbico.

A escola é o cenário desta história emocionante, em que professores, alunos e pais, se mobilizam para combater o bullying.

O livro, O Diário de Davi, além de uma história envolvente e emocionante, o leitor vai ser conduzido a um processo de não invisibilizar as violências verbais, físicas e simbólicas que podem acontecer na escola. O livro é para adolescentes, para pais, professores, pedagogos e psicólogos que trabalham com crianças e adolescentes.

O autor Silvano Sulzart, é pedagogo, psicopedagogo, Mestre em Educação e possui mais de 15 anos atuando como professor e coordenador pedagógico, escreveu o livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na Escola, inspirado em fatos reais do dia-a-dia da escola.

Você vai se apaixonar por este livro da Editora CRV.  Click aqui.

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira:

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira

De que literatura infantil estão falando no dia Nacional do Livro de Literatura Infantil? Já sei! Estão falando de uma Literatura Infantil sexista, que apresenta e representa as diferenças de gêneros, mulher e homem tem lugar definido e espaços demarcados politicamente e socialmente, os grupos étnicos brasileiros, são representados como escravos, invasores e selvagens. Já as classes sociais, são colocadas como categorias distintas, ricos são donos de carros e lanchas e os podres, não são donos de nada.É isso?

Vejo na Literatura Infantil, que o homem branco tem destaque, veste-se bem, é representado com poder político, social e econômico. Aparece nas ilustrações como personagem principal, quase sempre e na maioria das vezes é o heroi. Até na dita História do Brasil é assim.

Falam de um livro de Literatura Infantil que não representa o povo negro, indígena, ribeirinhos e das comunidades periféricas das cidades.

Muito bom e lindo isso né. Estão falando de um livro de Literatura Infantil que apresenta a família típica constituída de um pai e uma mãe e, usualmente, dois filhos, um menino e uma menina. As famílias tradicionais. Para eles, os bons escritores, heteronormativos, só existem as famílias tradicionais. Onde estão as famílias formadas por qualquer um dos pais. Aquelas que só tem a mãe e os filhos e/ou o pai e os filhos. E as famílias sem pais, formada apenas por irmãos, não existem? Não as vejo nos livros didáticos nem na Lietarura Infantil, ou aparecem raramente.

E por onde andam os livros de Literatura Infantil que de fato nos representará? Que fale do povo negro, como povo forte e guerreiro, povo rico em cultura e tradições, com uma religião linda. Que o negro seja protagonista, heroi, personagem principal. Destaque na capa do livro e nas ilustrações. Estão onde? Invisibilizados. Escritos com uma tiragem minima de 100 livros, para meia dúzias de pessoas lerem. Estão na resistencia literária, sobrevivendo a sutileza da indiferença.

Ei! Você viu algum livro que traga a mulher, mãe, avó, menina, mulher transsexual, não só a mulher branca, mas todas as mulheres, como protagonistas, como mulher forte, em destaque, com coragem e força. Ali, bem na capa.A mulher negra gorda, a mulher indigena, a mulher trabalhadora, como heroina da história? Mulher arquiteta, enegenheira, empoderada, mulher rainha, astronalta, dona de um pequeno/grande mundo? Se viu … parabéns …que foi publicado …maravilha …

E por onde andam, a população LGBT nos livros de literatura infantil? E existe ?? Existe livros de Literatura Infantil com famílias homoafetivas? Há! Lembre! Estão invisibilizadas. Essa população não existe não é? A heteronormatividade, “fabrica” modos e representações sutis do mundo. E de forma sutil, a cultura hegemônica vai invisibilizando as diferenças.

Precisamos de um dia da Literatura Infantil, que seja diverso, que agregue e valorize a nossa diversidade cultural, étnica e de gênero. Livros com personagens trans, LGBTs, negros em destaque. Com personagens negros como príncipes e pincesas, com personagens transexuais (homems e mulhers) como Reis e Rainhas.

E como nos diz Guacira Louro, a escola foi concebida inicialmente para acolher alguns — mas não todos — ela foi, lentamente, sendo requisitada por aqueles/as aos/às quais havia sido negada. Os novos grupos foram trazendo transformações à instituição. Ela precisou ser diversa: organização, currículos, prédios, docentes, regulamentos, avaliações iriam, explícita ou implicitamente, “garantir” — e também produzir — as diferenças entre os sujeitos. (LOURO, p75).

Então é necessário que nos perguntemos, que tipo de livro de Literatura queremos? Que tipo de escola desejamos, e irmos além , como se produziram e se produzem tais diferenças e invisibilidades na escola e nos livros e que efeitos estes processos têm sobre nós, população negra, indígena, mulher, homem e LGBT? Que efeito tem este processo de invisibilização. Em nós e em nossos corpos, memórias e vidas.