Categoria Educação

O excesso de peso nas costas das criança:

O excesso de peso nas costas das criança: principais problemas relacionados a coluna infantil 

Mochilas dadas em Jequié na Bahia, ganham as Redes Sociais. Um fato é: muito peso pode prejudicar a coluna das crianças. A escoliose no/do adolescente e/ou criança geralmente resulta em dor ou sintomas neurológicos. A curvatura da coluna pode fazer pressão sobre os órgãos, incluindo o pulmão ou coração. O tratamento da escoliose se divide em três categorias principais: observação, órtese e cirurgia.Vamos ter cuidado.

1. Quais são os principais problemas relacionados a coluna nas crianças e adolescentes que frequentam as escolas?

Diversas patologias podem acometer a coluna vertebral de crianças e adolescentes em idade escolar, tais como: traumas, deformidades e infecções, porém, as queixas mais frequentes estão relacionadas as mochilas escolares e a postura inadequada. Milhões de crianças todos os anos carregam uma enorme quantidade de materiais e livros que podem sobrecarregar as estruturas musculares lesando o pescoço, ombros e costas.

2. Com relação as mochilas, que tipo de lesão ela pode provocar?

A coluna é composta por ossos chamados vértebras que são intercaladas por discos que funcionam como amortecedores e são estabilizados por músculos e ligamentos dão mobilidade a coluna, estas estruturas podem ser lesados em caso de sobrecarga com por exemplo quando as crianças frequentam a escola com mochila excessivamente pesada. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna. E essa dor pode estar relacionada com o peso da mochila utilizada na infância e adolescência.

3. Qual o peso ideal para uma mochila escolar?

A mochila nunca deve ultrapassar de 7 a 10% do peso da criança, ou seja, uma criança de 30kg pode carregar até 3kg na mochila.

4. Dentre os vários modelos de mochila escolar, existe algum que seja recomendado?

Sim, o modelo ideal é o que possui duas alças largas e acolchoadas sobre os ombros, cinto interligando as alças para melhor distribuição do peso, a largura não deve ser superior a do dorso da criança e a altura ficar entre os ombros e a cintura . O risco com relação as mochilas não reside apenas no modelo, mas também na forma como são utilizados, o erro mas frequente é quando a criança utiliza apenas uma das alças sobre o ombro sobrecarregando um dos lados da coluna.

5. O que os pais devem observar nos filhos com relação as mochilas?

O pai deve observar se seu filho tem dificuldade para colocar a mochila, se a criança tem de inclinar o corpo para frente para se equilibrar ou se tem queixas de dor nas costas, ombros e pescoço, nestes casos deve-se tomar providencias afim de diminuir o peso da mochila.

6. Quais providencias podem minimizar problemas causados peso excessivo das mochilas?

O uso racional do material escolar é um ponto relevante, os pais devem organizar diariamente a mochila de forma que a criança leve para escola somente aquilo que ela irá realmente utilizar naquele dia, além de orientar seus filhos a utilizar a mochila de forma adequada e incentiva-los a pratica de esportes como a natação.

7. Nos casos de deformidades como os pais devem proceder?

As deformidades da coluna vertebral mais frequente durante a fase escolar são a cifose, (corcunda), e a escoliose, (deformidade em “S” da coluna com inclinação lateral), que podem ser acompanhadas ou não de dor. Para estes casos o acompanhamento médico é essencial, pois na maioria das vezes se não tratadas na fase de crescimento podem se agravar e gerar problemas futuros para a criança.

Como as crianças devem levar a mochila

– Usar mochilas com correias largas e acolchoadas, e com encosto acolchoado também;

– Usar mochilas com ajustes firmes, procurando mantê-la a uns 5 cm acima da sua cintura;

– Carregar a mochila sempre pelas duas correias e nunca por uma somente, para não sobrecarregar um dos ombros;

– Praticar algum esporte ou exercícios para fortalecer os músculos das costas;

– Organizar a mochila colocando os livros mais pesados mais próximos e colados na coluna, e manter cada coisa em seu devido lugar;

– Optar por levar mochilas com rodas;

– Manter a coluna reta, e não curvada, para levar a mochila com rodas;

– No caso em que haja muito material, levar parte do peso nas mãos;

– Limitar o peso do conteúdo e evitar transportar cargas inúteis. Se a mochila é muito pesada, a criança se vê obrigada a curvar-se para frente ou flexionar para frente a cabeça e o tronco para compensar o peso;

– Utilizar as duas mãos para pegar a mochila, dobrar os joelhos e inclinar-se para levantá-la;

– Não transportar a mochila com muito peso por mais de 15 minutos;

Neste sentido a fiscalização dos pais é essencial e mais que necessária. E a colaboração dos professores também.

Bate-Papo sobre O Diário de Davi – Silvano Sulzart.

O livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na escola – discute as múltiplas diferenças que nos constituem, e a diversidade presente no universo escolar, através da história de um garoto de 12 anos, negro, que está acima do peso, e constantemente sofre bullying na escola.

O livro é uma história literária, infanto-juvenil. Em seu diário, Davi narra as suas angústias, o dia a dia da escola, sua amizade com João, um aluno cadeirante e Telton Fradf, que sofre bullying homofóbico.

A escola é o cenário desta história emocionante, em que professores, alunos e pais, se mobilizam para combater o bullying.

O livro, O Diário de Davi, além de uma história envolvente e emocionante, o leitor vai ser conduzido a um processo de não invisibilizar as violências verbais, físicas e simbólicas que podem acontecer na escola. O livro é para adolescentes, para pais, professores, pedagogos e psicólogos que trabalham com crianças e adolescentes.

O autor Silvano Sulzart, é pedagogo, psicopedagogo, Mestre em Educação e possui mais de 15 anos atuando como professor e coordenador pedagógico, escreveu o livro O Diário de Davi: preconceito racial, homofobia e bullying na Escola, inspirado em fatos reais do dia-a-dia da escola.

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Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira:

Estamos invisíveis na literatura Infantil Brasileira

De que literatura infantil estão falando no dia Nacional do Livro de Literatura Infantil? Já sei! Estão falando de uma Literatura Infantil sexista, que apresenta e representa as diferenças de gêneros, mulher e homem tem lugar definido e espaços demarcados politicamente e socialmente, os grupos étnicos brasileiros, são representados como escravos, invasores e selvagens. Já as classes sociais, são colocadas como categorias distintas, ricos são donos de carros e lanchas e os podres, não são donos de nada.É isso?

Vejo na Literatura Infantil, que o homem branco tem destaque, veste-se bem, é representado com poder político, social e econômico. Aparece nas ilustrações como personagem principal, quase sempre e na maioria das vezes é o heroi. Até na dita História do Brasil é assim.

Falam de um livro de Literatura Infantil que não representa o povo negro, indígena, ribeirinhos e das comunidades periféricas das cidades.

Muito bom e lindo isso né. Estão falando de um livro de Literatura Infantil que apresenta a família típica constituída de um pai e uma mãe e, usualmente, dois filhos, um menino e uma menina. As famílias tradicionais. Para eles, os bons escritores, heteronormativos, só existem as famílias tradicionais. Onde estão as famílias formadas por qualquer um dos pais. Aquelas que só tem a mãe e os filhos e/ou o pai e os filhos. E as famílias sem pais, formada apenas por irmãos, não existem? Não as vejo nos livros didáticos nem na Lietarura Infantil, ou aparecem raramente.

E por onde andam os livros de Literatura Infantil que de fato nos representará? Que fale do povo negro, como povo forte e guerreiro, povo rico em cultura e tradições, com uma religião linda. Que o negro seja protagonista, heroi, personagem principal. Destaque na capa do livro e nas ilustrações. Estão onde? Invisibilizados. Escritos com uma tiragem minima de 100 livros, para meia dúzias de pessoas lerem. Estão na resistencia literária, sobrevivendo a sutileza da indiferença.

Ei! Você viu algum livro que traga a mulher, mãe, avó, menina, mulher transsexual, não só a mulher branca, mas todas as mulheres, como protagonistas, como mulher forte, em destaque, com coragem e força. Ali, bem na capa.A mulher negra gorda, a mulher indigena, a mulher trabalhadora, como heroina da história? Mulher arquiteta, enegenheira, empoderada, mulher rainha, astronalta, dona de um pequeno/grande mundo? Se viu … parabéns …que foi publicado …maravilha …

E por onde andam, a população LGBT nos livros de literatura infantil? E existe ?? Existe livros de Literatura Infantil com famílias homoafetivas? Há! Lembre! Estão invisibilizadas. Essa população não existe não é? A heteronormatividade, “fabrica” modos e representações sutis do mundo. E de forma sutil, a cultura hegemônica vai invisibilizando as diferenças.

Precisamos de um dia da Literatura Infantil, que seja diverso, que agregue e valorize a nossa diversidade cultural, étnica e de gênero. Livros com personagens trans, LGBTs, negros em destaque. Com personagens negros como príncipes e pincesas, com personagens transexuais (homems e mulhers) como Reis e Rainhas.

E como nos diz Guacira Louro, a escola foi concebida inicialmente para acolher alguns — mas não todos — ela foi, lentamente, sendo requisitada por aqueles/as aos/às quais havia sido negada. Os novos grupos foram trazendo transformações à instituição. Ela precisou ser diversa: organização, currículos, prédios, docentes, regulamentos, avaliações iriam, explícita ou implicitamente, “garantir” — e também produzir — as diferenças entre os sujeitos. (LOURO, p75).

Então é necessário que nos perguntemos, que tipo de livro de Literatura queremos? Que tipo de escola desejamos, e irmos além , como se produziram e se produzem tais diferenças e invisibilidades na escola e nos livros e que efeitos estes processos têm sobre nós, população negra, indígena, mulher, homem e LGBT? Que efeito tem este processo de invisibilização. Em nós e em nossos corpos, memórias e vidas.